quarta-feira, 21 de agosto de 2013

Humilhar-se diante de Deus
Quando soube Mordecai tudo quanto se havia passado, rasgou suas vestes e se cobriu de pano de saco e de cinza, e, saindo pela cidade, clamou com grande e amargo clamor; (…) Em todas as províncias aonde chegava a palavra do rei e a sua lei, havia entre os judeus grande luto, com jejum, e choro, e lamentação; e muitos se deitavam em pano de saco e em cinzas.”
O jejum é algo muito falado na Bíblia, e também nas igrejas. Muito se é falado do ato de jejuar e orar em favor ou clamor de alguma causa, mas pouco valor se dá ao ato de se HUMILHAR.
Tanto quanto se fala em jejum a Bíblia fala em humilhação, pano de saco e cinza. A expressão “rasgar as vestes” é associada a tirar de si toda a glória, a se despir de todo o orgulho diante do Senhor, a reconhecer que não é nada diante do Senhor.
“Então Jó se levantou, rasgou o seu manto, rapou a cabeça e lançou-se em terra e adorou; e disse: Nu saí do ventre de minha mãe, e nu voltarei; o Senhor o deu e o Senhor o tomou, bendito seja o nome do Senhor.” (Jó 1:21-22)
Despir-se de roupas é um símbolo. Nós, hoje, precisamos, muito mais que estar em jejum (apregoando-o aos quatro ventos ao invés de fazê-lo em secreto como recomenda Jesus), é se humilhar diante de Deus, olhar para nós mesmos e procurar nos despir de tudo aquilo que nos engrandece, que nos envaidece, colocando por terra todo o nosso orgulho.
Rapar a cabeça é reconhecer a autoridade de alguém e se humilhar diante dessa autoridade, respeitando-a e se sujeitando a ela.
Quando Jó se humilha, ele está de pé, rasga suas vestes e rapa a cabeça, então se ajoelha e adora ao Senhor.
Se humilhar diante de Deus e clamar é tão importante quanto jejuar. Às vezes, somos tão orgulhosos que nem mesmo nos ajoelhamos mais diante do Senhor em nossas orações. “Deus entende”, é o que muitos dizem. “Estou cansado hoje, vou orar deitado mesmo” e pega no sono, nem lembra de onde parou na oração, nem se conseguiu dizer “Amem”.
Os que são ministros devem tomar bastante cuidado com a vaidade e com o orgulho. Um elogio ao seu talento de cantar, seu dom de profetizar, e você se enche de vaidade. “Eu fui batizado no Espírito Santo… Fulana ainda não…”, “Eu cuido muito bem da minha voz, eu alcanço notas agudíssimas… – Fulana é uma cantora meia-boca.”, “Ah, eu vivo uma vida de oração. Sou a pessoa que mais ora nessa igreja. Veja meus joelhos calejados!” Você está roubando a glória que não é sua, e sim, de Deus.
Deus não divide Sua glória com ninguém. Ele escolheu pessoas para ministrar louvores, outras para adoração com danças, outras para ministrar a Palavra, outras para tantas outras tarefas, inclusive varrer o chão da igreja, limpar os banheiros, receber as pessoas à porta em oração, etc. Mas essa capacidade para realizar tais tarefas foi dada pelo Senhor, com o fim de ser GLORIFICADO. Aquele que recebe a glória não está glorificando ao Senhor. Está roubando a Deus.
O irmão canta uma música, vem uma irmazinha e diz: “Nossa que voz linda o senhor tem!” E ele, bom servo, imediatamente responde: “Foi Deus quem deu, glória a Deus.” Mas é da boca pra fora. No seu íntimo, no seu coração, ele recebeu a glória. E para Deus não interessa se você o glorifica com os lábios. Interessa o coração.
Este povo honra-me com os lábios, Mas o seu coração está longe de mim;” Marcos 7:6
Cristão, ministro, humilha-te diante de Deus! Nós não somos nada! Os talentos e dons que temos nos são EMPRESTADOS por Deus para devolvermos somente a ELE. Humilha-te e glorifique ao Senhor!



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