Humilhar-se diante de Deus
Quando soube Mordecai tudo
quanto se havia passado, rasgou suas vestes e se cobriu de pano de saco e de
cinza, e, saindo pela cidade, clamou com grande e amargo clamor; (…) Em todas
as províncias aonde chegava a palavra do rei e a sua lei, havia entre os judeus
grande luto, com jejum, e choro, e lamentação; e muitos se deitavam em pano de
saco e em cinzas.”
O jejum é algo muito falado na Bíblia, e
também nas igrejas. Muito se é falado do ato de jejuar e orar em favor ou
clamor de alguma causa, mas pouco valor se dá ao ato de se HUMILHAR.
Tanto quanto se fala em jejum a Bíblia
fala em humilhação, pano de saco e cinza. A expressão “rasgar as vestes” é
associada a tirar de si toda a glória, a se despir de todo o orgulho diante do
Senhor, a reconhecer que não é nada diante do Senhor.
“Então Jó se levantou, rasgou o seu manto, rapou a cabeça e
lançou-se em terra e adorou; e disse: Nu saí do ventre de minha mãe, e nu
voltarei; o Senhor o deu e o Senhor o tomou, bendito seja o nome do Senhor.”
(Jó 1:21-22)
Despir-se de roupas é um símbolo. Nós,
hoje, precisamos, muito mais que estar em jejum (apregoando-o aos quatro ventos
ao invés de fazê-lo em secreto como recomenda Jesus), é se humilhar diante de
Deus, olhar para nós mesmos e procurar nos despir de tudo aquilo que nos
engrandece, que nos envaidece, colocando por terra todo o nosso orgulho.
Rapar a cabeça é reconhecer a autoridade
de alguém e se humilhar diante dessa autoridade, respeitando-a e se sujeitando
a ela.
Quando Jó se humilha, ele está de pé,
rasga suas vestes e rapa a cabeça, então se ajoelha e adora ao Senhor.
Se humilhar diante de Deus e clamar é
tão importante quanto jejuar. Às vezes, somos tão orgulhosos que nem mesmo nos
ajoelhamos mais diante do Senhor em nossas orações. “Deus entende”, é o que
muitos dizem. “Estou cansado hoje, vou orar deitado mesmo” e pega no sono, nem
lembra de onde parou na oração, nem se conseguiu dizer “Amem”.
Os que são ministros devem tomar
bastante cuidado com a vaidade e com o orgulho. Um elogio ao seu talento de
cantar, seu dom de profetizar, e você se enche de vaidade. “Eu fui batizado no
Espírito Santo… Fulana ainda não…”, “Eu cuido muito bem da minha voz, eu
alcanço notas agudíssimas… – Fulana é uma cantora meia-boca.”, “Ah, eu vivo uma
vida de oração. Sou a pessoa que mais ora nessa igreja. Veja meus joelhos
calejados!” Você está roubando a glória que não é sua, e sim, de Deus.
Deus não divide Sua glória com ninguém.
Ele escolheu pessoas para ministrar louvores, outras para adoração com danças,
outras para ministrar a Palavra, outras para tantas outras tarefas, inclusive
varrer o chão da igreja, limpar os banheiros, receber as pessoas à porta em
oração, etc. Mas essa capacidade para realizar tais tarefas foi dada pelo
Senhor, com o fim de ser GLORIFICADO. Aquele que recebe a glória não está
glorificando ao Senhor. Está roubando a Deus.
O irmão canta uma música, vem uma
irmazinha e diz: “Nossa que voz linda o senhor tem!” E ele, bom servo,
imediatamente responde: “Foi Deus quem deu, glória a Deus.” Mas é da boca pra
fora. No seu íntimo, no seu coração, ele recebeu a glória. E para Deus não
interessa se você o glorifica com os lábios. Interessa o coração.
“Este povo honra-me com os lábios, Mas o seu
coração está longe de mim;” Marcos 7:6
Cristão, ministro, humilha-te diante de
Deus! Nós não somos nada! Os talentos e dons que temos nos são EMPRESTADOS por
Deus para devolvermos somente a ELE. Humilha-te e glorifique ao Senhor!
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