Estudo
tipo apostila.família. De Deus
CURSO FAMÍLIA DE
DEUS 2
Esta
apostila é composta de 1 lições abordando os diversos aspectos do padrão de
Deus para a família. Em cada capítulo encontramos primeiramente a exposição do
ensino e, ao final do mesmo, algumas perguntas para Meditação e Estudo. O casal
deverá proceder da seguinte forma:
1 -
Copiar, colar, no formato word, e preencher a ficha de inscrição, com os dados
do casal, e enviar para profamiliadedeus@gmail.com
2 –
Copiar e colar e imprimir a presente apostila. 3 – Cada um ler individualmente
a lição; 4 – Responder os questionários (Estudo e Meditações), de cada lição,
em grupo.
5 –
Copiar e colar os questionários, no editor de texto word, responder e enviar
para o E-mail profamiliadedeus@gmail.com, todos os questionários.
6 - Em 45
dias o casal receberá o certificado, constando no mesmo, os nomes de cada
cônjuge.
7 – Não
damos orientações acerca do conteúdo do curso por e-mail, carta ou telefone.
Pois não dispomos de estrutura para atendimento. Em caso de dúvida procure uma
pessoal habilitada para lhe ajudar.
Índice
das Lições. 1 - A Família é a Base da Sociedade 2 - Para que Existe a Família?
3 - O Casamento 4 - O Papel de Cada Cônjuge 5 - Como a Mulher Desempenha o Seu
Papel 6 - Como o Marido Desempenha o Seu Papel 7 - O Relacionamento Conjugal 8
- A Criação dos Filhos
CURSO
FAMÍLIA DE DEUS 3 9 - Relacionamento com Filhos Adolescentes
10 -
Comportamento dos Filhos 1- A Presença de Cristo no Lar
CURSO
FAMÍLIA DE DEUS 4 LIÇÃO 1 - A FAMÍLIA É A BASE DA SOCIEDADE
I. O Que
é a Família?
A família
é a primeira comunidade da raça humana. Ela surgiu antes de todas as
instituições. Antes que se formassem os povos e as nações. Ela é o núcleo
básico da sociedade.
"Criou
Deus, pois, o homem a sua imagem, à imagem de Deus o criou; homem e mulher os
criou. E Deus os abençoou…" Gn 1.27-28.
Deus é o
criador da família. Portanto ele é o único que tem a autoridade e o direito de
dizer o que é a família, para que existe e como deve funcionar.
"Por
isso deixa o homem pai e mãe, e se une a sua mulher, tornando-se os dois uma só
carne" Gn 2.24
I. Qual a
Situação Atual da Sociedade?
A crise
da sociedade de hoje está principalmente nas famílias. Nos lares existem
tensões, contendas, discussões, iras, gritarias, ofensas, ressentimentos,
amarguras e até, separações e divórcios.
A família
é o alvo dos maiores ataques de Satanás.
A
destruição da família acontece porque o homem abandonou o conselho de Deus e
adotou os critérios e idéias humanas. Tem a igreja solução para os problemas da
família? Pode Jesus Cristo salvar a família? Certamente que SIM.
I. Qual o
Objetivo deste Estudo? a. Transmitir o conselho de Deus sobre a família, para
que se possa vivê-lo e ensiná-lo a outros. b. Ensinar a proteger nossas
esposas, maridos e filhos dos ataques de satanás e da corrente mundana que
destrói as famílias. c. Edificar a igreja com base em famílias sólidas. Se as
famílias são santas e sólidas, a igreja é santa e sólida.
a.
Preparar famílias para serem exemplo para a sociedade Mt 5.13,14.
I. Que
Recursos Temos para a Reconstrução da Família?
"Se
o Senhor não edificar a casa, em vão trabalham os que a edificam" Sl
127.1.
a. Temos
instruções claras da palavra de Deus – Sl 19.7-9. b. Temos o poder do Espírito
Santo – Gl 5.2-23. c. Temos a valiosa ajuda do corpo de Cristo. Existem muitos
irmãos no corpo de Cristo, maduros e com famílias bem formadas que são exemplo,
e podem aconselhar e orientar a outros – Mt 28.20; Ef 4.15,16.
I. Qual é
a Nossa Esperança e Fé para as Famílias da Igreja?
CURSO
FAMÍLIA DE DEUS 5 Esperamos ter famílias que vivam a realidade do reino de
Deus. Lares que O agradem.
Cremos
que Ele nos aperfeiçoará até sermos:
a. Um povo formado por famílias
sólidas e estáveis. b. Solteiros que mantenham sua santidade. c. Casais que
convivam em harmonia e fidelidade. d. Filhos obedientes e que respeitem seus
pais. e. Esposas submissas, maridos amorosos e responsáveis. f. Um povo que
saiba trabalhar, estudar, progredir, casar, criar filhos, cuidar de suas casas
com disciplina e ordem. g. Um povo de discípulos diligentes, responsáveis,
generosos e que saibam servir. h. Um povo formado por famílias sadias e
felizes, onde haja amor, paz e alegria.
QUESTIONÁRIO
– LIÇÃO 1
Meditação
e Estudo
1. Qual a
verdade básica e fundamental que precisamos saber sobre a família? 2. Faça uma
lista dos motivos que levam a destruição das famílias. 3. Como a palavra de
Deus vai nos ajudar na reconstrução das famílias? 4. De que maneira o Espírito
Santo vai nos ajudar a superar os problemas familiares?
CURSO
FAMÍLIA DE DEUS 6 LIÇÃO 2 - PARA QUE EXISTE A FAMÍLIA?
Muitos
que se casam nunca perguntaram: Para que existe a família?. Casam-se,
trabalham, se esforçam, compram coisas, têm filhos, mas não sabem o por quê.
Esta falta de definição leva a maioria das pessoas a crerem que são bons pais,
apenas por darem a seus filhos a comida, roupa, casa, escola, etc. Tudo isto é
necessário, mas não é o fundamental. Qual é o propósito da família ?
I.
Objetivos Errados a. Alguns tem como principal objetivo da vida o progresso
material. Vivem desejando e trabalhando para alcançar o progresso desejado (Lc
12.15). b. Outros casam para ter felicidade pessoal. São egoístas. Pensam só em
receber e nunca em dar. Querem ser servidos e não servem. O fracasso é certo.
c. Outros fazem da família um fim em si mesma. É a idolatria da família. A
família se torna mais importante que Deus. d. Há aqueles que se casam para
terem os benefícios da vida de família, tais como: a alegria de viver em
companhia, o dar e o receber afeto, o deleite das relações sexuais, a cobertura
e proteção, a alegria de ter filhos, etc. Todos estes benefícios são legítimos,
mas não podemos fazer deles o objetivo e propósito para a família.
I. Qual é
o Propósito de Deus para a Família?
Deus é o
criador da família. Ele é o dono da família. A família existe para ele (Rm
1.36). Ele tem um propósito para a família.
Por que
Deus instituiu o casamento? Por que deu uma esposa para Adão? Porque Deus tem
um propósito eterno.
A Família
existe para cooperar com o propósito de Deus: ter uma Família de muitos Filhos
Semelhantes a Jesus.
I. Como a
Família Coopera com o Propósito de Deus? A. Na Criação de Filhos para Deus
É
emocionante pensar que podemos ter filhos a quem Deus pode adotar como Seus filhos.
Com este propósito em vista, todo trabalho e esforço da família se transforma
em um serviço para Deus. Cozinhar, lavar, passar, trabalhar para o sustento
diário, ter filhos, cria-los, instrui-los, educa-los, tudo isto deve ser para
Deus. Somos seus colaboradores. Aleluia!
Os que se
casam com o propósito de ter os benefícios do casamento, dificilmente serão
felizes. Logo descobrirão que além dos benefícios, há trabalho,
responsabilidades, dificuldades, lutas e sofrimentos.
Deus não
forma uma família para si mesmo às custas da nossa felicidade. Ele quer que
sejamos felizes e que desfrutemos os benefícios que a família oferece. Mas os
benefícios são secundários. O importante é o seu propósito eterno.
Como
ficam os casais que não podem ter filhos?
CURSO
FAMÍLIA DE DEUS 7 Todos podem ter filhos, quer seja gerando ou adotando-os. Há
tantos filhos que precisam de pais!
Como
ficam os que não se casam?
Podem
dedicar-se a outros aspectos do serviço na obra do Senhor. Jesus não se casou,
Paulo não teve família, mas ambos se entregaram totalmente ao propósito de
Deus.
B. Na
Formação e Desenvolvimento do Ser Humano
A
convivência familiar nos coloca nas circunstancias ideais para nosso
aperfeiçoamento. É na família que se forma o nosso caráter. Nela, aprendemos a
praticar o amor, a humildade, a paciência, a bondade e a mansidão. Também
aprendemos responsabilidade, disciplina, sujeição, serviço, respeito e
tolerância. Assim como aprendemos a perdoar, confessar, suportar, negar a nos
mesmos, exercer autoridade com amor, corrigir com graça, sofrer, orar e confiar
em Deus.
O lar é a
escola de formação tanto para os pais quanto para os filhos. Deus vai utilizar
a convivência familiar, mais do que qualquer outra coisa, para transformar o
nosso caráter à semelhança de Jesus Cristo (Rm 8.28-29).
C. Como
Base para o Crescimento e a Edificação da Igreja
Isto
acontece quando abrimos os nossos lares para que os perdidos possam encontrar a
vida de Cristo e o ensino da palavra de Deus.
"Bem-aventurado
aquele que teme ao Senhor e anda nos seus caminhos! Do trabalho de tuas mãos
comerás feliz serás, e tudo te ira bem. Tua esposa no interior de tua casa,
será como a videira frutífera; teus filhos como rebentos da oliveira, a roda da
tua mesa. Eis como será abençoado o homem que teme ao Senhor! O Senhor te
abençoe desde Sião, para que vejas a prosperidade de Jerusalém durante os dias
de tua vida, vejas os filhos de teus filhos. Paz sobre Israel!" (Sl, 128).
QUESTIONÁRIO
– LIÇÃO 2
Meditação
e Estudo
1. O que
acontece com a família que vive sem um propósito claro ou com objetivos
errados? 2. O que se pode fazer para corrigir este erro? 3. Rescreva o primeiro
parágrafo do ponto 2 (Qual O Propósito De Deus Para A
Família),com
as suas próprias palavras. 4. Por que Deus quer adotar nossos filhos como SEUS
filhos? 5. O que muda na nossa atitude quando vemos que nossa vida em família
deve cooperar com o propósito de Deus? 6. Quais são os benefícios de se viver
em família?
CURSO
FAMÍLIA DE DEUS 8 LIÇÃO 3 - O CASAMENTO
I. O
Casamento Foi Instituído Por Deus
"Por
isso deixará o homem a seu pai e a sua mãe, e se unir-se-á a sua mulher, e
serão os dois uma só carne. De modo que já não são mais dois, mas uma só carne.
Portanto o que Deus ajuntou não o separe o homem" Mc 10.7-9.
O
casamento não foi estabelecido por uma lei humana, nem inventado por alguma
civilização. Ele antecede toda a cultura, tradição, povo ou nação. É uma
instituição divina.
O
casamento não é uma sociedade entre duas partes, onde cada uma coloca as suas
condições. Deus é quem estabelece as condições, não o homem ou a mulher. Nem os
dois de comum acordo. Nem as leis do país. Quem se casa deve aceitar as
condições estabelecidas por Deus. E não há nada o que temer porque Deus é amor
e infinitamente sábio.
I. O
Fundamento do Casamento
Base Do
Casamento É A Vontade Comprometida Pelo Pacto Mútuo E Não O Amor Sentimental.
A. O Amor
Em nossos
dias, existe o conceito generalizado de que o amor sentimental é a base do
casamento. Isto por causa do romantismo e do erotismo na literatura, cinema e
televisão. Certamente que o amor sentimental é um ingrediente importante do
casamento, mas não é a sua base.
Deus não
poderia estabelecer algo tão importante sobre uma base tão instável como os
sentimentos. Na realidade, muito do que se chama de "amor", é egoísmo
disfarçado. O amor erótico, ou romântico, busca a satisfação própria ou o
beneficio que pode ter através do outro.
Diversas
razões podem modificar os nossos sentimentos: problemas de convivência, maltrato,
falhas de caráter do cônjuge, o surgimento de alguém mais interessante, etc.
Depois de algum tempo, muitos casamentos chegam a esta triste conclusão:
"Não nos amamos mais. Devemos nos separar."
B. A
Vontade Comprometida
Quando um
homem e uma mulher se casam, fazem um pacto, uma aliança. Comprometem a sua
vontade para viverem unidos até que a morte os separe. Deus os responsabiliza
pela decisão (Ec 5.4-5; Ml 2.14; Mt 5.37).
Nem
sempre podemos controlar os nossos sentimentos, mas a nossa vontade, sim.
Quando os sentimentos "balançarem", o casamento se manterá firme pela
fidelidade ao pacto matrimonial. Cristo é o nosso Senhor e nossa vontade está
sujeita à dele. Desta maneira, ainda que atravessemos momentos difíceis, a
unidade matrimonial não estará em perigo.
CURSO
FAMÍLIA DE DEUS 9
Há um
conceito errado que diz: "acabou o amor, acabou o casamento!" Mas a
verdade de Deus é que todos os casados devem se amar. É um mandamento. Deus não
diz que o casamento subsiste enquanto durar o amor. Os cônjuges podem
desobedecer a Deus e não amarem-se, todavia isto não invalida a união. Deus diz
que eles devem amar-se porque estão unidos em casamento (Cl 3.19; Tt 2.4).
O
verdadeiro amor (ágape) existe quando alguém pensa no bem do outro, quer fazêlo
feliz, nega-se a si mesmo, se da, suporta, perdoa, etc. Com este entendimento,
o verdadeiro amor aflora, cresce e se torna estável. Este tipo de amor não
anula o amor romântico, mas santifica, embeleza e o faz durável (Cl 4.10).
I. O
Casamento é Sagrado e Indissolúvel A. O Vínculo Matrimonial
"De
modo que já não são mais dois, porém uma só carne. Portanto, o que Deus ajuntou
não o separe o homem" Mt 19.6 1.
"A
mulher está ligada ao marido enquanto ele viver, contudo, se falecer o marido,
fica livre para casar com quem quiser, mas somente no Senhor" 1 Co 7.39.
Estes
textos nos mostram claramente que: a. O vínculo matrimonial é fortíssimo. São
"uma só carne".
a. O
vínculo é realizado pelo próprio Deus. "O que Deus ajuntou". b. É um
vínculo indissolúvel enquanto os dois cônjuges estão vivos. "A mulher está
ligada ao marido enquanto ele viver". Somente a morte de um dos dois pode
dissolvê-lo. c. Nenhum homem ou lei humana pode dissolver este vínculo Quem o
fizer, estará se rebelando diretamente contra Deus.
A.
Separação, Divorcio e Recasamento 1. Separação
"Ora,
aos casados, ordeno, não eu mas o Senhor, que a mulher não se separe do marido.
Se, porém, ela vier a separar-se, que não se case, ou que se reconcilie com seu
marido; e que o marido não se aparte de sua mulher" 1Co 7.10-1.
a. Deus
claramente diz NÃO para a separação. b. Se por acaso o cônjuge incrédulo se
separa (1Co 7.12-15), a opção do cônjuge crente é ficar só, nunca recasar.
1. Divórcio
"Porque
o Senhor foi testemunha da aliança entre ti e a mulher da tua mocidade, com a
qual tu foste desleal, sendo ela a tua companheira e a mulher da tua aliança. E
não fez ele somente um, ainda que lhe sobejava espirito? E porque somente um?
Não é que buscava descendência piedosa? Portanto cuidai de vos mesmos, e
ninguém seja infiel para com a mulher da sua mocidade. Pois eu detesto o
divorcio, diz o Senhor Deus de Israel" Ml 2.14-16.
CURSO
FAMÍLIA DE DEUS 10
Deus
exige lealdade ao pacto matrimonial, pois ele aborrece o divorcio.
2.
Recasamento
"Quem
repudiar sua mulher e casar com outra, comete adultério contra aquela. E se ela
repudiar seu marido e casar com outro, comete adultério" Mc 10.1-12.
"De
sorte que será considerada adúltera se, vivendo ainda o marido, unir-se com
outro homem; porém, se morrer o marido, estará livre da lei, e não será
adúltera se contrair novas núpcias" Rm 7.3.
"Quem
repudiar sua mulher e casar com outra, comete adultério; e aquele que casa com
a mulher repudiada pelo marido, também comete adultério" Lc 16.18.
Quando
alguém se divorcia e se casa de novo, Deus não considera isto casamento, mas
sim Adultério. Se um solteiro se casa com uma mulher repudiada, também
Adultera, e vice-versa
3.
Exceção
"Quem
repudiar sua mulher, não sendo por causa de fornicação, e casar com outra,
comete adultério, e o que casar com a repudiada comete adultério" Mt 19.9.
Apesar do
texto de Mt 19.3-12 trazer margem para um exceção, devemos considerar alguns
fatores:
a. Aqui
Jesus está respondendo uma questão dos Fariseus que queriam experimentá-lo
(v.3); b. Jesus não respondeu a pergunta que eles fizeram, antes, reafirmou o
princípio do casamento: "Uma só carne…" (v.4-6); c. Indagado sobre a
permissão dada por Moisés para o Divórcio, Jesus respondeu: d. Por causa da
dureza do coração dos homens (v.8); e. E reafirmou que, apesar da dureza de
coração, só lhes seria permitido repudiar e dar carta de divórcio se a mulher
tivesse tido relações sexuais antes do casamento ou se ela fosse de outro homem
(v.9; Dt 24.1-4). f. Entretanto, disse aos discípulos: "quem repudiar a
sua mulher e Casar com outra comete adultério e quem casar com a repudiada,
comete adultério contra ela".
Para os
discípulos de Jesus, a primeira coisa que se exige é o perdão, fruto de um
coração flexível e amoroso. A segunda é que, se houver separação, ela será
sempre provocada pelo cônjuge incrédulo. E terceira, nesse caso, deverá ficar
sem casar novamente, ou que se reconcilie com o cônjuge.
Independente
do fato que motivou a separação e o divórcio, o segundo casamento é
completamente impossível de ocorrer.
O fato
das leis do pais permitirem o divorcio e novo casamento, não modifica em nada a
situação do casamento. Os discípulos de Jesus estão sob o governo de Deus, e
suas leis permanecem para sempre.
CURSO
FAMÍLIA DE DEUS 1
Devemos apreciar a firmeza de Deus ao exigir o
cumprimento de suas leis com respeito ao casamento. É uma expressão de seu amor
para preservar a família e da posteridade de todos.
QUESTIONÁRIO
– LIÇÃO 3
Meditação
e Estudo
1. Porque
razão Deus quis estabelecer o casamento como uma unidade firme e permanente?
2. O que
Deus fez para dar estabilidade ao casamento?
3.
Conversar nas juntas sobre a importância de cada um dos três elementos que
determinam o casamento.
4.
Explicar a relação que existe entre o amor e o compromisso da vontade dentro do
casamento.
5. Qual o
efeito que terá dentro do casamento, a decisão firme dos cônjuges de nunca
considerar o divorcio como uma solução para os problemas matrimoniais?
6. Se
alguém abandona o seu cônjuge e se casa novamente, como Deus vê isto? 7. E se a
pessoa abandonada (a vítima) se casa, como Deus vê?
CURSO
FAMÍLIA DE DEUS 12 LIÇÃO 4 - O PAPEL DE CADA CÔNJUGE
Muitos
problemas no casamento, são causados pela falta de conhecimento do papel de
cada cônjuge. Deus deu uma função a cada um. Para que haja harmonia na vida
familiar, é necessário que marido e mulher conheçam e aceitem seu próprio papel
e o de seu cônjuge.
"Quero,
entretanto, que saibais ser Cristo o Cabeça de todo homem, e o homem o Cabeça
da mulher, e Deus o cabeça de Cristo" 1Co 1.3.
"Porque
o marido é o Cabeça da mulher, como também Cristo é o Cabeça da igreja".
Ef 5.23
"Disse
mais o Senhor Deus: não é bom que o homem esteja só; far-lhe-ei uma Ajudadora
que lhe seja Idônea" Gn 2.18.
Homem e
mulher são diferentes em muitas coisas, e por isso se complementam. Não devemos
ignorar as diferenças, nem competir, mas admirar a graça, o encanto e a
capacidade que Deus deu à mulher, e a visão, fortaleza e atitudes que deu ao
homem.
Cada
Cônjuge Deve Conhecer, Assumir e Desempenhar o Seu Papel. Também Deve Conhecer
e Aceitar o Papel Do Outro, Dando Lugar Para Que O Exerça.
I. O
Papel Dos Cônjuges e o Propósito De Deus
Já vimos
que o propósito da família é o de cooperar com o propósito de Deus: o de ter
uma família de muitos filhos semelhantes a Jesus. O papel que Deus deu ao homem
e a mulher, aponta para este objetivo.
Foi por
este motivo que Deus deu ao homem uma ajudadora idônea com capacidades
distintas para auxiliá-lo. Não é uma "companheira" apenas. Muito
menos uma "servente". É uma Ajudadora Idônea, para que juntos
cooperem para com o propósito de Deus, cada um no seu papel.
I.
Significado E Responsabilidade Do Cabeça
Ser
cabeça significa assumir a responsabilidade geral da família. Ele deve buscar,
com a ajuda de sua esposa, que a família se encaminhe para o propósito de Deus.
O homem é responsável por:
a.
Governar o lar (1Tm 3.4,12).Governar com graça e amor. Ser o representante de
Jesus
para a família. Expressar o caráter de Cristo com a sua conduta. Não usar de
sua autoridade para impor sobre a família os seus próprios caprichos (Mc
10.43). b. Trabalhar para prover o sustento familiar (Gn 3.19; 1Ts 4.1,12; 1Tm
5.8). c. Amparar, cuidar e proteger a família (Ef 5.29). Solucionar todas as
dificuldades que surjam, com a ajuda do Senhor. Guiar a família a uma
convivência amorosa e feliz, onde todos possam se desenvolver física, mental e
espiritualmente. d. Ser sacerdote para a família (Gn 18.19).Ensinar a palavra
de Deus, instruir, animar, edificar, repreender e corrigir. Ensinar
principalmente com o exemplo. e. Assumir a responsabilidade principal na
disciplina dos filhos (1 Sm 3.12-13; Hb 12.7-9). f. Ter o papel principal na
formação dos filhos homens. Especialmente depois dos 8 ou 10 anos. Afirmar os
valores de sua masculinidade. Ensinar-lhes habilidades e
CURSO
FAMÍLIA DE DEUS 13 trabalhos manuais. Iniciá-los nos negócios. Praticar
esportes. Dar educação sexual, etc. g. Ocupar funções de liderança na igreja
(1Tm 2.1-14).
I. Significado E
Responsabilidade Da Ajuda Dora Idônea
Deus
concedeu ao homem um complemento inteligente e eficaz. Sozinho o homem é
incompleto para cumprir o propósito de Deus. Homem e mulher, formam juntos uma
unidade completa para multiplicar-se e encher a terra. A mulher deve usar sua
inteligência, capacidade e experiência buscando um objetivo comum com o marido.
Ser unida e solidária a ele, sem atitudes independentes. Ela deve reconhecer
que o marido tem a autoridade principal. Não competir com ele, mas sim
complementar-lhe. Precisa entender que o marido necessita ser ajudado em sua
sensibilidade. Precisa de ânimo, compreensão, sorriso, aprovação e cooperação
em tudo quanto faz. A mulher é responsável por:
a. Se
ocupar mais na criação dos filhos (1Tm 2.15; 5.14).Ser mãe é a sua maior missão
b. Atender a família e cuidar da alimentação (Pv 31.21-2). c. Cuidar do
vestuário (Pv 31.21-2). d. Cuidar da casa (Tt 2.5).
a. Ajudar
com a carga financeira (Pv 31.16-18,24).Isto, na medida que seja necessário e
possível, evitando ao máximo sair do lar. b. Cuidar da formação integral das
filhas. Ensinar-lhes sobre: educação sexual, modos, comportamento social,
tarefas domésticas, habilidades manuais, conduta frente ao sexo oposto e,
principalmente, a serem femininas. c. Ensinar as sagradas escrituras aos filhos
(2Tm 1.5; 3.14-15). d. Instruir as mulheres jovens como desempenharem seu papel
de esposa e mãe (Tt 2.3-5).
I.
Atitudes Erradas Do Homem a. Não assumir seu papel como cabeça. Quando é assim,
a esposa fica sobrecarregada pelo peso de tantas obrigações familiares. Há
homens que pensam que sua função se limita a trabalhar fora de casa e trazer o
salário no final do mês. A sua esposa deve cuidar do resto (concertos,
finanças, saúde, disciplina dos filhos, vida espiritual, etc.). Isto traz um
grande desajuste na família e deve ser corrigido. b. Anular a mulher. Alguns
querem fazer tudo sozinhos. Não conversam com suas esposas nem buscam a opinião
delas. Não delegam responsabilidade, absorvem tudo. Pensam que são completos. A
mulher fica frustrada e amargurada. O homem deve dar lugar para que a mulher
desempenhe sua função com critério próprio, criatividade, gosto e o "quase
mágico" toque feminino.
I.
Atitudes Erradas da Mulher a. Tomar o lugar do marido. Algumas mulheres querem
assumir a liderança da família e anulam o marido. Querem dirigir tudo, ter
sempre a última palavra. Não dão valor à opinião do marido. A mulher não foi
feita por Deus para levar esta carga. Assim ela arruina o marido e quebra a
ordem de Deus. Também sobrecarrega a si mesma. Fica alterada, nervosa e não
conhece o descanso da sujeição. Tudo isto produz uma família infeliz e filhos
criados com mal exemplo, que vão repetir os mesmos erros quando tiverem seus
próprios lares.
CURSO
FAMÍLIA DE DEUS 14 b.
Ser independente do marido. Algumas buscam
independência pessoal. Tem seus próprios objetivos, suas próprias amizades, seu
próprio dinheiro. Buscam sua própria realização e dão prioridade a sua
profissão. Não compartilham certas áreas de sua vida fazendo seus próprios
programas. Não se interessam muito pelos projetos, atividades e amizades do
marido. Quando isto acontece, é óbvio que o casamento está no caminho errado.
Perigo! É necessário revisar a fundo, procurar as causas, corrigi-las com a
ajuda de Deus. O casamento é uma unidade total. Os dois são "uma só
carne".
I.
Responsabilidade Conjuntas
Muitas
das responsabilidade devem ser compartilhadas pelos dois, tais como:
planejamento, administração das finanças, compra de novos bens, educação
espiritual e de caráter dos filhos, apoio e controle dos estudos, cuidado com a
saúde, lazer, realização da obra do Senhor, etc.
I.
Ocupações
Geralmente
o homem ocupa a maior parte do tempo no trabalho e a mulher com a casa e os
filhos. Se não tiverem filhos, a mulher terá mais liberdade para sair,
trabalhar e ajudar economicamente. Mas quando ela for mãe, seu lugar é no lar.
A maternidade é a grande missão que Deus lhe deu, e ela deve consagrar-se à
tarefa de criar filhos.
Há
situações extremas. Caso a mulher precise sair para trabalhar, Isto Deve Ser
Visto Como Um Mal Necessário, e nunca como um ideal. A ausência da mãe é muito
prejudicial para o desenvolvimento dos filhos e do bem estar da família.
Qualquer
Profissão Que A Mulher Tenha, Deve Estar Subordinada Ao Seu Papel De Mãe.
QUESTIONÁRIO
– LIÇÃO 4
Meditação
e Estudo
1. Por
que o cristão deve rejeitar as idéias que confundem a diferença entre os sexos
e o papel particular do marido e da esposa dentro do casamento? 2. Resuma com
as suas próprias palavras a responsabilidade particular do marido no casamento.
3. Resuma com as suas próprias palavras a responsabilidade particular da esposa
no casamento. 4. Por que a família é prejudicada quando o homem não assume o
seu papel de cabeça? 5. Que acontece quando a mulher não assume o seu papel de
auxiliadora?
CURSO
FAMÍLIA DE DEUS 15 LIÇÃO 5 - COMO A MULHER DESEMPENHA O
A palavra
do Senhor é muito clara quanto a conduta que Deus espera de cada cônjuge. Não
são deveres opcionais. São mandamentos claros do Senhor. Só podemos cumprir
estes mandamentos quando andamos no Espirito (Rm 8.7).
Muitos
cônjuges anotam os deveres do outro, vivem cobrando o seu comprimento mas não
cumprem com os seus próprios deveres. Dentro do casamento cada um deve assumir
a sua responsabilidade independentemente do comportamento do outro. Se o marido
trata mal a mulher, isto não livra a mulher de sua responsabilidade, e
vice-versa.
Se colocamos
em prática os princípios do reino de Deus no lar, há paz, bom exemplo para os
filhos que também terão famílias estáveis, bom exemplo para as outras famílias
da igreja e testemunho para o mundo (Mt 5.16).
I. A Submissão Ao
Marido
"As
mulheres sejam submissas a seus próprios maridos, como ao Senhor; porque o
marido é o cabeça da mulher, como também Cristo é o cabeça da igreja, sendo
este mesmo salvador do corpo. Como, porem, a igreja está sujeita a Cristo,
assim também as mulheres sejam em tudo submissas a seus maridos" Ef
5.2-24.(Ver também Cl 3.18; 1Pe 3.1-2)
A
submissão está relacionada ao princípio de autoridade que Deus estabeleceu em
todas as ordens da vida social. O propósito da autoridade é estabelecer ordem e
harmonia. Não é uma hierarquia, mas uma função.
O que a
mulher precisa entender sobre a submissão? a. Deus manda que a mulher se
submeta ao marido. Não é o marido que impõe autoridade sobre ela. No reino de
Deus toda a autoridade é reconhecida, e não imposta. b. Submissão é o
reconhecimento da autoridade estabelecida. Significa obediência humilde e com
boa disposição. Não é apenas uma obediência externa, mas uma atitude interior
de submissão e respeito. c. A submissão não anula a mulher, mas, lhe dá
condições para cumprir o seu papel. d. A submissão não rebaixa a mulher, mas
sim a protege. Deus é bom. Ele quer que a mulher esteja coberta e protegida sob
a autoridade do marido. Não deseja que a mulher esteja sobrecarregada e
nervosa, mas tranqüila e feliz. e. A submissão da mulher não a faz inferior.
Jesus, sendo igual ao Pai, se submeteu a ele em tudo. A mulher não é menor, nem
o homem maior. São iguais, mas em funções diferentes segundo o plano de Deus.
f. A mulher deve ser submissa EM TUDO (Ef 5.24). O marido é o responsável geral
por todas as áreas da vida familiar. A mulher só deve desobedecer ao marido se
ele lhe der uma ordem claramente contrária à vontade de Deus conhecida nas
escrituras. Se ele a obrigar a pecar, ou a deixar o Senhor, nesse caso, é
devesse a Deus e não ao marido (At 4.19). g. As irmãs com maridos incrédulos
devem ser submissas a eles. Devem se comportar de tal maneira que, vendo eles o
comportamento delas, se convertam (1Pe 3.1-2).
CURSO
FAMÍLIA DE DEUS
. A
submissão não implica em que a mulher não fale, não opine e não tenha
influência nas decisões da família. Ela não tem que dizer sim para tudo. Ela é
a ajudadora. Portanto deve opinar, concordar, discordar, etc. Mas sempre deve
mostrar uma atitude de submissão ao marido, e ter a disposição de deixar as
decisões finais em suas mãos, sem amargura nem rebelião interior. Quando uma
esposa considera que seu marido (crente) está abusando da autoridade, deve
falar-lhe a sós, com respeito e mansidão. Se ele não escuta, de falar-lhe
novamente, diante de irmãos espirituais e maduros (Mt 18.15-17).
I. O
Respeito Ao Marido "…e a esposa respeite a seu marido" Ef 5.3.
a. A
atitude de respeito, reveste a mulher de dignidade e elegância. Mas a
arrogância e grosseria a rebaixa e a faz vulgar. b. O respeito se manifesta na
forma de falar, no tom de voz, nos modos, gestos e olhar.
Também na
maneira de atender ao marido, de escutá-lo e obedecê-lo. c. Também implica em
não diminuí-lo, nem a sós, nem diante dos filhos e muito menos diante de outras
pessoas. Jamais falar na sua ausência, depreciando ou ridicularizando-o na
presença de outros. d. A mulher é responsável por ensinar aos filhos, pelo seu
exemplo, a honrar e respeitar o pai. e. Não há nada que irrite tanto um homem
como o desrespeito e arrogância da mulher. f. A mulher respeitosa é a alegria
do marido. Ela o engrandece e o faz como um príncipe diante dos demais.
I. A
Beleza Interior E Exterior Da Mulher
"Não
seja o adorno das esposas o que é exterior, como frisado de cabelos, adereços
de ouro, aparato de vestuário; seja, porém, o homem interior do coração, unido
ao incorruptível de um espirito manso e tranqüilo, que é de grande valor diante
de Deus" 1Pe 3.3-4.
A mulher
se arruma para ser atraente e bem aceita. Isto não é pecado. Pelo contrário,
Deus mesmo vestiu a criação de beleza e formosura. A mulher casada deve
procurar ser atraente para o seu marido. É bom manter-se jovem e bonita, tanto
quanto possa. Cuidar o corpo, fazer ginástica, cuidar dos cabelos e vestir-se
bem com simplicidade.
Entretanto,
para ser atraentes, a mulher não necessita de exageros, como penteados
chamativos, jóias de ouro e vestidos luxuosos. Também não devem adotar um
estilo mundano e "sexy".
O melhor
atrativo que o homem pode encontrar na mulher é o caráter. Que ela tenha um
espírito manso. Que seja doce e amável. Seja suave e serena. Se a mulher for
assim, o marido ficará enamorado novamente a cada dia (Pv 31.10).
Que
atrativo terá para o marido, uma mulher bonita, bem arrumada, porém nervosa,
rixosa, gritona, briguenta, rancorosa, amargurada, queixosa e resmungona? (Pv
1.2; 31.30)
Todavia
quando o marido tem uma mulher amável, seu lar é um oásis para onde ele quer
voltar logo. Mas se a mulher é rixosa, ele prefere ficar em qualquer outro
lugar (Pv 25.24). Qualquer mulher pode ser mansa e tranqüila, mas é necessário
andar no Espirito a cada dia (Gl 5. 2-23).
CURSO
FAMÍLIA DE DEUS 17 QUESTIONÁRIO – LIÇÃO 5
Meditação
e Estudo
1. Qual a
importância da submissão à autoridade do marido para manter a ordem no lar? 2.
Quais são os benefícios desta submissão? 3. Qual a diferença entre a imposição
de autoridade e o seu reconhecimento voluntário? 4. Como uma mulher
inteligente, ativa, criativa e espiritual pode contribuir com o desenvolvimento
do lar, quando seu marido tem um temperamento oposto ao seu? 5. Descreva o que
a mulher pode fazer de prático para demonstrar respeito pelo marido. Quais são
as atitudes que deve evitar?
CURSO
FAMÍLIA DE DEUS 18 LIÇÃO 6 - COMO O MARIDO DESEMPENHA O SEU
Já vimos
que o homem e o cabeça da mulher. Esta função não pode ser exercida de qualquer
maneira, mas sob a graça e o amor de Jesus Cristo. Alguns maridos são
autoritários, egoístas, duros e soberbos. Querem dominar a mulher. O que Deus
diz?
"Maridos,
amai vossas mulheres, como também Cristo amou a igreja, e a si mesmo se
entregou por ela, para que a santificasse, tendo-a purificado por meio da
lavagem de água pela palavra, para a apresentar a si mesmo igreja gloriosa, sem
macula, nem ruga, nem cousa semelhante, porem santa e sem defeito. Assim também
os maridos devem amar a suas mulheres como a seus próprios corpos. Quem ama a
sua esposa, a si mesmo se ama. Porque ninguém jamais odiou a sua própria carne,
antes a alimenta e dela cuida, como também Cristo o faz com a igreja" Ef
5.25-29 (Ver também 1Pe 3.7).
I. O
Marido Deve Amar Sua Esposa
A palavra
grega que aparece em Efésios 5 é "ágape". Refere-se ao amor de Deus.
É um amor puro, sacrificial, perfeito e permanente. Por isso Paulo usa Cristo
como exemplo. Cristo não é apenas o modelo, mas também é a fonte do amor.
Somente através do seu amor em nós, é possível amar como ele amou.
O homem
que trata a sua esposa com amor, faz um bem a si mesmo e fortalece a unidade do
casamento. Aquele que trata mal a sua esposa, destroi a si mesmo.
O
verdadeiro amor não é apenas um sentimento, mas uma conduta. Por isto queremos
assinalar cinco expressões práticas do amor do marido para com a esposa.
A.
Amabilidade
Esta é a
primeira expressão prática do amor. A amabilidade, doçura, afabilidade, benignidade.
"…não as trateis com amargura." (Cl 3.19); "..tendo consideração
para com a vossa mulher como parte mais frágil, tratai-a com dignidade"
(1Pe 3.7).
Devemos
ser amáveis com todos, principalmente com as mulheres, respeitando sua
feminilidade. Mas muito mais com nossa própria esposa. Há homens que são
amáveis com outras mulheres e descuidados e duros com sua esposa.
A mulher
é como um vaso frágil: mais sensível e delicada. Seus sentimentos estão mais a
flor-da-pele. Isto não é uma debilidade, mas uma característica dada por Deus
para desempenhar sua nobre função de mãe, a fim de criar os filhos com ternura
e sensibilidade. Por isso Deus quer que o marido a trate com ternura, respeito,
suavidade, paciência, carinho, doçura, delicadeza, bondade e amor. Por ser mais
sensível emocionalmente, a mulher esta mais sujeita a ficar ressentida pelo
maltrato do marido.
Ser
amável não quer dizer ser frouxo. Muitas vezes o homem deve ser firme. Mas com
uma firmeza amável e compreensiva. Quando o marido percebe que
CURSO
FAMÍLIA DE DEUS 19 tratou mal a sua esposa, deve concertar imediatamente,
confessando com humildade e arrependimento.
B.
Abnegação
É o
sacrifício que alguém faz em favor do outro. "…a si mesmo se entregou por
ela" (Ef 5.25). É o negar a si mesmo, abrir mão da tranqüilidade, da
comodidade e do prazer, em favor da pessoa amada. Isto é amar. Foi isto que
Cristo fez pela igreja.
O
contrário disto é o egoísmo. O marido egoísta busca sua própria comodidade. Usa
a autoridade para seu próprio bem e sempre espera ser servido. Sua atitude é de
"senhor", não de "servo". Nunca renuncia a comodidade para
ajudar a mulher. Este marido está longe da vontade de Deus.
Deus quer
que o marido seja abnegado, pareça com Jesus e aja como ele. Deve sacrificar-se
a si mesmo pela esposa. Buscar a felicidade e bem-estar dela, tanto no físico
como no emocional e no espiritual. O marido deve dizer como Jesus: "eu não
vim para ser servido, mas para servir".
C.
Compreensão
O marido
deve conhecer profundamente a sua mulher para, compreendê-la, amá-la e
ajudá-la. Esta é uma das maiores necessidades da mulher.
Para isto
é necessário escutar com atenção o que ela diz. Saber escutar é uma das
qualidades mais valiosas que se pode ter. Quando o marido entender o que a
mulher pensa e sente, poderá conduzi-la e protege-la com sabedoria.
Muitas
mulheres são tristes e angustiadas por não conseguir compreensão e apoio de
seus maridos. Uma mulher que se sente apreciada e atendida pelo marido,
dificilmente será rebelde e antagônica.
É necessário
que o marido converse com a esposa. Procure entender como ela se sente e quais
são suas cargas, para poder animá-la e confortá-la. O marido precisa abraçá-la
e beijá-la com freqüência, quando está preocupada e nervosa. Um abraço e uma
palavra amável e terna, mostram a mulher que ela tem ao seu lado alguém que a
compreende e a ama. Um gesto de carinho renova as forças e libera a mente de
pensamentos negativos.
Alguns
homens tem dificuldade de serem afetuosos porque não tem este costume, ou
porque nunca receberam carinho na infância. É tempo de romper com toda a
timidez e vergonha. Devem ver a importância disto no relacionamento com a
mulher. Pode-se conseguir muito mais com um beijo do que com criticas ou
autoritarismo.
D.
Proteção e Cobertura (Ef 5.29)
Quando o
homem não dá uma cobertura real e prática, a mulher se vê desprotegida. Ela
precisa sentir-se segura e confiante em seu marido. O desamparo e as
preocupações sobrecarregam e oprimem a mulher.
O homem
deve assumir seu papel, atender os assuntos do governo familiar, resolver todos
os problemas que lhe competem, e não passá-los para sua
CURSO
FAMÍLIA DE DEUS 20
esposa. A mulher se desgasta quando tem que
resolver assuntos que vão além de suas possibilidades e não correspondem ao
caráter feminino.
A mulher
deve poder dizer: "meu marido é o meu pastor, nada me faltara", como
a igreja diz de Cristo: "O Senhor é meu Pastor…"
E.
Romance e Afeto Conjugal. (Ct 7.10-13)
O amor
sentimental também deve estar presente no casamento. Tudo que dissemos anteriormente
estabelece bases sólidas para que este amor se desenvolva e cresça. O romance
não é apenas para a lua de mel, mas para toda a vida.
Os
discípulos do Senhor devem ser os maridos mais "apaixonados" por suas
esposas. O amor dos mundanos se perverteu em egoísmo. Entretanto, o amor
sentimental de um marido cristão nasce do verdadeiro amor de Deus que vive
nele. Por isso, os discípulos de Jesus deveriam ser os melhores maridos; os
melhores amantes de suas esposas.
Cultive
em seu coração este amor. Enamore de sua esposa, valorizando, apreciando e
elogiando-a. Seja expressivo com ela. Demonstre seus sentimentos, mandando-lhe
flores. Procure aprender maravilhosa arte do amor e afeto conjugal. Assim fará
sua esposa feliz e a você mesmo também! E Deus participara desta alegria.
I. O
Homem Deve Representar A Jesus No Lar
O Homem É
Responsável por:
A.
Estabelecer a Presença de Jesus na Família (1Co 1.3)
Assim
como Cristo é a imagem de Deus, o homem deve ser a imagem da presença de Jesus
no lar. Deve andar no Espirito, manifestar a alegria constante, dar graças por
tudo, deixar fluir o amor, a graça e a paz do Senhor.
B.
Estabelecer o Governo de Cristo
O homem
não é o cabeça do lar, mas sim Cristo – o homem é o cabeça da mulher. Portanto
deve estabelecer a autoridade de Cristo e não a sua. Se um homem não está
sujeito a Cristo, como vai governar sobre sua mulher e filhos? Quando o Senhor
delega autoridade ao homem, não lhe dá "carta branca" para fazer o
que quer, mas estabelece critérios específicos e concretos.
Todo
governo que está debaixo de Cristo deve agir com firmeza, mas com amabilidade e
flexibilidade. Sem fazer concessões indevidas, mas com disposição para dialogar
e escutar. É importante que saiba discernir a vontade de Deus e que cuide para
que ela se cumpra no seu lar.
C.
Ministrar a Graça Salvadora de Cristo
O homem
deve exercer o sacerdócio em sua família. Não basta abençoa-los com orações superficiais.
Deve se interessar por cada um. Dar tempo a cada um, conhecer suas
necessidades, lutas e aflições. Dar a cada um dos filhos uma atenção
particular. Constantemente ajudar a esposa a ver a dimensão eterna e grandiosa
de sua função como esposa e mãe. Cuidar para que ela
CURSO
FAMÍLIA DE DEUS
21 não se
desanime com suas tarefas que as vezes parecem triviais e insignificantes.
D.
Doutrinar e Edificar sua Família
É
importante usar as circunstâncias ocasionais da vida para ensinar, mas isto não
é suficiente. O homem é responsável por ensinar toda a verdade de Deus, de
forma ordenada e metódica a sua esposa e filhos. São seus primeiros discípulos.
Deve determinar horários concretos para sentar com eles e compartilhar a
palavra. Deve haver lugar para a participação de todos e tudo deve ser
intercalado com oração.
O homem
deve considerar a esposa como ajudadora para isto. Não deve anulá-la, mas
tampouco deve passar para ela toda a responsabilidade. Devem trabalhar juntos.
QUESTIONÁRIO
– LIÇÃO 6
Meditação
e Estudo
1. Quais
as maneiras práticas para o homem demonstrar o amor por sua mulher? 2. Em quais
destas expressões práticas você necessita superar? 3. Quais são as
responsabilidades do marido como representante de Jesus no lar?
CURSO
FAMÍLIA DE DEUS 2 LIÇÃO 7 - O RELACIONAMENTO CONJUGAL
Não há
nada mais belo do que a intimidade do casal quando há amor e respeito. Quando
cada um dá a sua vida pelo outro, e há um entendimento entre eles. Isto é maior
do que as próprias palavras. Quando existe confiança intima se refletindo em
todas as outras áreas da vida, isto produz uma profunda harmonia. Uma relação
assim, fortalece e prepara o casal para enfrentar as lutas da vida, porque
forma em cada um o vigor, ânimo e fé que os fazem se sentirem quase invencíveis.
Mas
também podemos dizer o quanto e horrível a intimidade conjugal, quando a
relação se deteriora. Quando a doçura se torna em amargura, e a devoção em
abuso e egoísmo. Quando a estima e trocada pelo menosprezo. Quando os sonhos se
convertem em pesadelos e a convivência se torna insuportável.
Para
considerar este tema, veremos dois aspectos: 1 – A Harmonia no Casamento e 2 –
A União Sexual.
Cremos de
todo coração que nas escrituras encontramos a orientação para vivermos uma vida
matrimonial feliz e termos um lar cheio de amor e paz.
I. A Harmonia No
Casamento
Nossa
sociedade exagerou tanto o valor do amor romântico, erótico e sentimental, que
muitos, depois de se casarem, se decepcionam quando descobrem que o casamento
não é uma continua lua-de-mel. Devemos considerar que:
A.
Considerações Importantes a. É Necessário Trabalho e Dedicação. Um casamento
feliz não surge do nada, por magia, como nos sonhos ou nos filmes. É necessário
dedicação e sabedoria que se adquire com a experiência e dependência de Deus.
Também é necessário um carretar maduro, respeito e compreensão mútua. Nada
disto se consegue facilmente. Mas isto é plenamente possível para um casamento
fundamentado na palavra de Deus. Devemos edificar com fé e estar atentos as
dificuldades que surgem. b. Problemas e Dificuldades Sempre Existirão. Isto é
normal, porque somos humanos e falhamos. Nenhum casamento é perfeito no seu
inicio. É importante ter este entendimento, para que ninguém se assuste quando
as dificuldades surgirem, e para que haja fé e solução. Podem surgir diferenças
quanto ao uso do dinheiro, reações diferentes diante das varias situações da
vida, gostos sobre a comida, hábitos, horários, maneira de vestir, educação dos
filhos, disciplina, etc.
A.
Problemas e Soluções do Relacionamento a. Existem Reações que São Inúteis:
o Fugir
do problema. Supor que se resolverá sozinho. A covardia não resolve nada. o
Isolar-se. Deter a comunicação. Levantar de uma barreira de silencio. Sem
diálogo é impossível chegar a qualquer solução. o Irar-se. A intenção é
assustar ou intimidar o outro. É esconder-se atrás das emoções quando
confrontado com as próprias faltas. Responder, "jogando na cara" do
outro as faltas dele(a).
CURSO
FAMÍLIA DE DEUS
23 o Deprimir-se ou ter um ataque de nervos. Dar-se
por vencido(a). A intenção é provocar a compaixão, para ter mais atenção e
consolo, fugindo do problema real.
a. Há Uma
Conduta Correta Para Resolver os Problemas.
o
Entender e afirmar que todo o problema tem solução. Não ser pessimista nem
derrotista (Jo 14.1; 16.3; Fp 4.1-13). o Enfrentar todo problema com calma e
fé. Num ambiente de nervosismo não se pode ser saibo. E necessário ser
objetivo, olhar a situação do ponto de vista do outro e reconhecer as próprias
faltas (1Co 13.4-7; Hb 1.6). o Levar a carga ao Senhor. Sem Deus nenhuma
solução é permanente. É necessário buscá-lo em oração, com ações de graça.
Aplicar seus mandamentos e reclamar suas promessas. Ele tem todo o poder e
sabedoria, e nos ama profundamente. o Tratar um problema de cada vez. Algumas
questões são complicadas e podem gerar outras. Não se pode resolver tudo ao
mesmo tempo. E melhor analisar cada situação e determinar por onde se vai
começar. Ser pacientes e aguardar os resultados, porque muitas vezes a solução
não e imediata (Hb 12.1-14). o Aprender de experiências anteriores. Isto ajuda
a não passar novamente pelos mesmos problemas. o Não deixar que se acumulem
problemas. Quando vários probleminhas se juntam, transformam-se num
"problemão" (Ef 4.26). o Recorrer a ajuda de alguém mais experiente
(Pv 1.14). o A maior responsabilidade é do homem. Deus pedirá contas de todas
as coisas ao homem. Ele deve ter uma conduta terna, compassiva, sabia, não
caprichosa porém firme dentro da vontade revelada de Deus. Deve determinarse a
fazer de sua esposa a mulher mais feliz do mundo (Ef 5.25-29).
A boa
solução dos problemas fortalece o casamento. Encontrar juntos as soluções
efetivas acrescenta confiança e mostra maturidade.
I. A União Sexual
Alguns se
surpreendem quando descobrem que a bíblia tem muitas referencias a relação
sexual. Estão acostumados a escutar conversas torpes ou piadas obscenas que
rebaixam esta bela relação. Não percebem que esta uma área que Deus quer encher
de sua santidade e beleza. Alguns até se escandalizam quando se trata deste
assunto na igreja, como se este fosse um tema impróprio para vida cristã. Mas
não é assim. Nosso compromisso com Cristo inclui todas as áreas de nossa vida.
Vejamos, então, o que a bíblia fala sobre a relação sexual.
A. Deus é o Autor do
Sexo
Deus
criou o homem e a mulher. Portanto, ele é o autor do sexo e da relação sexual.
Ele determinou as diferenças entre homem e mulher, e estabeleceu a atração
mútua. Mas ele reservou a relação sexual, como uma experiência unicamente para
o casamento.
Para que
se cumpra o propósito divino através do ato sexual, é indispensável que haja um
compromisso total e uma entrega completa de um para o outro. Isto só e possível
dentro do casamento. O fato de que duas pessoas se amarem, não lhes dá o
direito de manterem relações sexuais. A intimidade sexual contém certos riscos
e pode acarretar conseqüências para as quais somente o casamento oferece
garantias e segurança. A bíblia diz que:
CURSO
FAMÍLIA DE DEUS
24 • Adão
e Eva, quando ainda eram inocentes, tinham uma intimidade total (Gn 2.24-
• Paulo
adverte ao solteiros contra a fornicação. E aos casados, ensina sobre uma
relação com santidade e honra, e com o desejo de satisfazer um ao outro (1Co
7.2-5; 1Ts 4.3-5; Hb 13.4).
• Temos
um belo texto poético em Provérbios, que fala da pureza e das delicias do amor
conjugal (Pv 5.15-19). • Há uma passagem curiosa na lei de Moisés, quanto aos
recém casados (Dt 24.5).
A. O
Propósito da Relação Sexual
O
propósito de Deus ao instituiu a relação sexual, divide-se em 3 aspectos:
a. Selar
a união matrimonial. A relação sexual é que consuma o casamento. b. A
procriação da raça. Isto está diretamente relacionado com o sexo, porque e pela
relação sexual que nos procriamos. Existem duas atitudes errôneas entre os que
ignoram a vontade de Deus:
o
procurar evitar a procriação por motivos egoístas e, o procriar muitos filhos
irresponsavelmente (sem levar em conta os recursos que se tem, nem a saúde da
mulher). Ter filhos é uma benção de Deus (Sl 127.3-5; 1Tm 2.15).
a. Para
experimentar a mais profunda expressão de intimidade, amor e felicidade do
casal. O ato conjugal, além de físico, envolve o mental, o emocional e o
espiritual. Ajuda a superar desacordos, alivia tensões nervosas e contribui
para a boa saúde. A relação sexual é uma dadiva de Deus que abençoa o
casamento.
A.
Algumas Normas Importantes a. No ato sexual, cada um deve procurar a felicidade
do outro. Não dar lugar ao egoísmo. b. Um não deve negar ao outro a satisfação
do desejo sexual, nem tampouco abusar.
Há
situações de extremo cansaço ou de enfermidade onde deve haver respeito. c. A
relação não começa na cama. A preparação é durante todo o dia, com uma conduta
amorosa e afetiva. d. A vida intima deve ser pura, todos os detalhes devem ser
dialogados para não agredir a sensibilidade e o pudor do cônjuge. Entre o casal
toda a sensualidade é permitida, mas tudo deve ser feito de comum acordo.
I. Até a
Maturidade
Os que já
são casados a bastante tempo, compreendem que a felicidade matrimonial não é
uma "obra do acaso". É fruto da dedicação, trabalho, esmero, amor,
paciência, disposição de aprender e o firme desejo de superar todas as
dificuldades. Para que duas pessoas possam conviver em harmonia e amor, apesar de
serem completamente diferentes no caráter e na personalidade, com debilidades e
maus hábitos arraigados por anos, é necessário esforço e fé. Deus realizará
isto guiando, orientando, guardando, apoiando, corrigindo e abençoando (Fp 1.
6). Bendito é seu nome.
Uma relação
matrimonial madura e equilibrada, não se consegue da noite para o dia. Todavia
se o marido e a mulher se dedicam a buscar entendimento e a fazer as mudanças
necessárias, serão recompensados com muitos anos de felicidade. Seu lar
brilhará com a graça daquele que prometeu abençoar a todas as famílias da terra
(At 3.25).
CURSO
FAMÍLIA DE DEUS 25 QUESTIONÁRIO – LIÇÃO 7
Meditação
e Estudo
1. Quais
são as áreas que geralmente provocam mais problemas no casamento? 2. Que
testemunho você pode dar de situações praticas e da maneira com que você venceu
certos problemas que são comuns a todos os casamentos? 3. Analisar o valor de
cada um dos pontos considerados no subtítulo: "Há uma conduta correta para
resolver os problemas" (página). 4. O que pode tornar a relação intima
deteriorada e insuportável? 5. Porque Deus limitou a relação sexual
exclusivamente ao casamento e a proibiu terminantemente fora dele? 6. Qual e o
propósito da relação sexual? Fala dos 3 aspectos. 7. Quais são os benefícios de
uma boa relação sexual no casamento?
CURSO
FAMÍLIA DE DEUS 26 LIÇÃO 8 -A CRIAÇÃO DOS FILHOS
I. Para
que Deus nos dá Filhos?
Deus
poderia ter feito uma multidão de seres humanos, mas fez apenas um homem e uma
mulher. E os encarregou de gerarem uma raça. Entre as muitas razões, três são
as mais importantes:
a. Para
Nos Mostrar o Seu Favor (Sl 127.3-5). Deus nos ama. Seu coração paterno
desejava compartilhar conosco a linda experiência de criar filhos. Eles não nos
são dados para nos sobrecarregar ou nos fazer sofrer inutilmente, mas para
formar-nos à semelhança de Deus, o Pai Eterno. b. Para Criá-los em Deus (Ef
6.1-4; Cl 3.20-21). Devemos ter uma atitude de seriedade e fé diante do
privilegio de criar filhos no Senhor. Temos apenas uns 18 ou 20 anos para
completar em cada filho a etapa de formação. Não podemos perder nenhum desses
anos. c. Para Encaminharmos a Geração Seguinte na Vontade de Deus (Gn 18.17-19;
Sl 128). O homem se projeta para o futuro através dos filhos e dos filhos de
seus filhos. A maior obra que podemos fazer nesta vida é a de criar filhos para
que honrem ao Senhor e abram caminho para a extensão de seu reino. Deus não
intervém diretamente na criação de nossos filhos. Nós é que devemos assumir
esta responsabilidade. Não podemos ignorá-la, porque um dia vamos ter que
prestar contas do que fizemos nesta área. Deus manifestou a sua confiança em
Abraão quanto a isto (Gn 18.17-19). Entretanto, revelou seu profundo desagrado
com o sacerdote Eli por sua irresponsabilidade na disciplina e formação de seus
filhos (1Sm 2.12,27-30; 3.1-13).
I.
Determinando Objetivos Na Formação Dos Filhos
"Ensina
a criança no caminho em que deve andar, e ainda quando for velho não se
desviara dele" Pv 2.6.
Esta
tarefa não é fácil. Requer uma dedicação seria durante muitos anos. Mas Deus
nos assegura a sua graça e sabedoria.
a.
Compreendendo a Natureza da Criança (Pv 2.15; Sl 51.5). Elas não se inclinam
naturalmente para o bem. Por isso devemos ensiná-las, formá-las e
discipliná-las. b. As Metas Importantes na Formação da Criança são:
o Uma
relação pessoal com Deus – consciência de que são parte da família de
Deus e
devem se relacionar diretamente com ele. o A formação do caráter – capacidade
para enfrentar as responsabilidades da vida, trabalho, casamento, solida base
moral, auto-disciplina, auto-estima, domínio próprio, controle sobre os
sentimentos, gostos, etc. o Formação social – clara consciência de sua
identidade, capacidade de se relacionar com outros, assumir compromissos, e
sujeição às autoridades. o Formação Física – hábitos alimentares e higiene.
I. Quais
São as Responsabilidades dos Pais?
Há quatro
áreas específicas de responsabilidade dos pais: exemplo, instrução, disciplina
e carinho. Tudo isto são expressões práticas do amor. Além de aceitarmos os
filhos como eles são, com seu próprio sexo, virtudes e debilidades, cor dos
cabelos
CURSO
FAMÍLIA DE DEUS 27 e da pele, personalidade, devemos considerá-los que são
herança do Senhor.
Temos
portanto a responsabilidade diante de Deus de criá-los para a Sua glória.
A.
Exemplo
Os filhos
aprendem tudo com o comportamento de seus pais. Ensinamos mais com o exemplo do
que com palavras, ordens ou ameaças. O exemplo é a base fundamental para
formação do caráter dos filhos. Eles procuraram imitar seus pais no que dizem e
no que fazem. Não adianta cobrar ações de graça em toda e qualquer ocasião se
os pais não agem assim.
Enquanto
o exemplo é a base fundamental para a formação da vida dos filhos, a instrução
direciona e ordena essa formação. Instruir significa: ensinar, doutrinar,
formar, capacitar, comunicar. As crianças não aprendem somente por ver e
imitar, elas necessitam ser instruídas na: honestidade, justiça, perdão,
generosidade, respeito pelos outros, pudor e asseio, modéstia, diligência e
etc.
Também é
responsabilidade dos pais incentivar os filhos a desenvolverem sensibilidade
espiritual, docilidade e boa disposição diante de Deus.
Áreas que
Merecem Mais Atenção dos Pais:
•
Realizar trabalhos e cumprir ordens; • Ajudar outras pessoas;
•
Concentrar-se nos estudos.
•
Resolver problemas e discórdias sociais.
• Formar
amizades;
• Vencer
a tentação;
• Desenvolver
um sentido de dignidade moral;
• Usar
bem o dinheiro e o tempo;
•
Encontrar e permanecer no emprego;
•
Desenvolver uma bom comportamento com o sexo oposto;
•
Descobrir sua vocação.
Os pais
devem elogiar, felicitar e aprovar tudo aquilo que os filhos fazem bem ou
quando mostram interesse de acertar. Isto ajudará a firmar os valores positivos
do caráter. Faz com que os filhos se sintam reconhecidos e apreciados
reforçando a auto-estima.
Os
filhos, por outro lado, devem conhecer os limites de sua liberdade. Isso se faz
com pequenas regras de funcionamento da casa. Essas regras devem ser poucas e
razoáveis, e se exigirá o cumprimento.
Quanto
aos adolescentes, é necessário explicar-lhes bem as coisas. Não bom agir com
uma atitude simplesmente impositiva. Quando se explica, isso ajuda na formação
de critério e bom juízo, ainda que eles resistam diante de normas
estabelecidas.
Entretanto,
apesar das boas e devidas instruções que os pais possam dar, nada substitui o
exemplo dos pais. Muitos não seguem este princípio e acabam "apagando com
o cotovelo o que escrevem com as mãos".
A.
Disciplina
A relação
de uma criança com Cristo prospera na medida em que obedece a seus pais. Jesus
Cristo vive e trabalha na vida de um filho obediente.
A
obediência não é opcional nem se limita no que o filho considera justo. A
obediência deve ser a tudo. A autoridade dos pais foi dada por Deus para formar
e disciplinar a seus filhos e tem dele todo o respaldo.
Os pais
podem se enganam muitas vezes mas, quando isso ocorrer, devem admitir logo seus
erros. Ao admitir que estão errados, demonstram ser pessoas a quem Deus pode
respaldar. Sua autoridade não vem do fato de estarem certo, mas sim de Deus de
quem eles a receberam.
1. O Uso
da Vara
Os textos
acima citados, mencionam o termo vara repetidamente. Isso sugere um castigo
físico. Não se trata aqui de simplesmente castigar a criança. O uso das mãos ou
de objetos de uso pessoal foge do princípio e dos objetivos. As mãos servem
para acariciar, proteger e afagar. Cintos, chinelos, fios elétricos, etc
representam objetos pessoais. Mas a vara (pode ser uma simples varinha de
madeira, ou mesmo um objeto de couro) de uso exclusivo, representa um
instrumento de correção e disciplina.
Também, a
única área adequada para aplicar a disciplina são as nádegas, por ser uma
região carnosa e sem nenhum órgão vital. Disciplinar não é torturar, ferir ou
espancar. É um ato de amor ordenando o futuro dos filhos.
2. Quando
Usar a Vara a. Quando houver uma rebelião clara, quando a criança não acata uma
ordem ou por qualquer outra ofensa séria. b. Não se usa para faltas menores ou
para corrigir erros nas crianças (como deixar cair coisas por descuido). c.
Deve-se aplicar a disciplina sobriamente e sem ira. Os pais que disciplinam
seus filhos irados, transmitem seus sentimentos negativos. d. É necessário
acalmar-se antes de aplicar qualquer disciplina. A disciplina tem como objetivo
corrigir a criança e não descarregar sobre elas nossos desagrados. e. O
objetivo principal na disciplina é ensinar os filhos a obedeceram a seus pais
quando eles se dirigem. É assim que Deus deseja: "filhos, obedecei a
vossos pais…" f. As crianças sofrem muito quando seus pais não as
disciplinam corretamente. A disciplina justa alivia o sofrimento e os libera do
sentimento de culpa e do peso da consciência. g. O maior problema no ser humano
é a rebelião contra a autoridade legítima. Os pais não devem permitir rebelião
em seu lar. É responsabilidade dos pais livrar seus filhos de atitudes de
rebelião.
1.
Aspectos Importantes da Disciplina a. Deus estabeleceu os pais como
responsáveis diretos pela conduta de seus filhos (Pr 4:1-9; 1Sm 3.13,14).
CURSO
FAMÍLIA DE DEUS 29 b. O pai é a figura principal quanto a disciplina. Ainda que
a mãe tenha que disciplinar, o filho deve saber que ela conta com o apoio de
seu marido. Isto facilita a tarefa da mãe. c. Os pais têm que mostrar
unanimidade na disciplina. A mulher deve ter o cuidado para não contradizer a
seu marido, e o homem deve respaldar a sua esposa, especialmente na presença
dos filhos. d. Os pais não devem proferir ameaças nem expressões de ódio. e. A
disciplina deve ser administrada imediatamente após a ofensa ou desobediência
"Visto
não se executa logo a sentença sobre a má obra, o coração dos filhos dos homens
está inteiramente disposto a praticar o mal." (Ec 8.1).
f. A
disciplina deve ser:
o Com
firmeza e decisão; o Com critérios estabelecidos (não segundo as emoções); o
Proporcional a ofensa; e, o Sem ira ou amargura.
1. O que
Deve Ocorrer Após a Disciplina
A
disciplina correta deve seguir um processo que inclua:
a.
Explicação: a criança deve saber o por quê da disciplina. b. Castigo: Com a
vara e proporcional à ofensa. c. Oração. d. Perdão: a criança deve saber que a
partir da disciplina não há mais culpa pelo ocorrido, e que ela é amada pelos
seus pais. e. Reconciliação: isso significa reparar ofensas, pedir perdão,
restituir coisa roubadas, voltar a amizades rompidas, etc.
1.
Principais Deficiências No Exercício Da Disciplina a. Condicionar a obediência
à compreensão da criança: a criança não obedece, apenas concorda. Não há
reconhecimento de autoridade, mas uma negociação. b. Ajudar na
"obediência" para evitar confronto: dar uma ordem e auxiliar na
execução quando a criança oferece resistência. Quando isto se torna um hábito
(vício) doméstico provoca sérios vexames em ambientes estranhos ou públicos. c.
Achar desculpas e justificativas para as manias: Ex.: "é o gênio",
"são os dentes", "está com sono", etc. Nada disso justifica
a rebeldia. A criança, mesmo indisposta, pode e deve obedecer aos pais em tudo
e prontamente. d. Diferenciar ordens (mais ou menos importantes): ordens são
ordens e devem ser obedecidas prontamente, qualquer que seja. Estabelecendo-se
diferenças, confundese a criança. Ela não entende porque há mais severidade
para umas ordens do que para outras. Ela só sabe que, às vezes, exige-se
obediência e outras não. Exemplos: 1º – Não toque na tesoura x Vá escovar os
dentes; e, 2º – Não suba na janela (quarto andar) x Não toque na radiola. e.
Deixar-se manipular: "Só essa vez", "ó mãe, me perdoe",
"eu prometo que não faço mais", "estou tão cansado",
"você nunca me deu isto ou aquilo", etc. f. Deixar-se levar pela
desculpa da memória, desobediência cor-de-rosa: "oh! esqueci".
Vara é
bom para a memória. g. Compensação por sentimento de culpa: os pais se sentem
culpados por não poderem atender algumas necessidades e desejos, ou até
caprichos dos filhos, por não terem recursos, e querem compensar tornando-se
muito tolerantes.
CURSO
FAMÍLIA DE DEUS 30 h. Não exigir obediência total, irrestrita e imediata: não
entender ou não concordar com Deus quanto a autoridade delegada aos pais. A
base da relação pais x filhos é a autoridade. Pais inseguros apelidam frouxidão
de "amor" ou compreensão. i. Não exigir obediência na ausência dos
pais,: "você não é meu pai nem minha mãe".
Filhos
desaforados e desrespeitosos para com os mais velhos e adultos em geral. j.
Contentar-se com uma obediência circunstancial. Não buscar uma disposição de
submissão nos filhos nem levá-los a ter uma cerviz dobrada. Quem acha muita
explicação para os erros dos filhos, também achará para os seus, diante de
Deus. k. Não entender que a disciplina é corretiva e formativa e não punitiva.
As Escrituras dizem: "vara da disciplina" – o castigo imposto pela
vara, ao contrário de tentar punir, visa , antes, corrigir defeitos e formar o
caráter da criança. l. Falta de perseverança: hoje disciplina, amanhã não,
ainda que pelo mesmo motivo.
Isto
confunde a criança. m. Papai "Esquecido": sempre esquece as
advertências que fez e volta a advertir.
Ridiculariza-se
a si mesmo e aos filhos. n. Papai "Gamaliel" é o super-mestre: sempre
explica muito e não age nunca. Esquece que é a vara e não o sermão que afasta a
estultícia do coração da criança. o. Papai "Eli" é o super
espiritual: quer transmitir uma imagem forte do "Papai-do-Céu", sendo
ele próprio um molenga. Os filhos não aprenderão a temer o
"Papai-do-Céu" se não aprenderem a obedecer ao
"papai-da-casa" ( Ex 32.21, 25 x Gn 18.19 ). O Deus de Abraão ficou
conhecido, depois dele, como "O Temor de Isaque".
a. Papai
"Fariseu" exige tudo e não faz nada. Os filhos não são estimulados e
desafiados pelo exemplo, além de perderem o respeito pelos pais diante da hipocrisia
destes.
A.
Carinho
Ser o
exemplo, dar instrução e disciplinar, são expressões de amor que muitas vezes
não são compreendidas ou consideradas com tal. Nossos filhos têm sentimentos e
carências afetivas. É necessário que se some a todas essas ações, muito
carinho.
Carinho é
o mesmo que afeto, meiguice, docilidade, atenção e cuidado. São maneiras de
tratamento que expressam sensibilidade para com aqueles a quem amamos. Nossos
filhos sabem quando somos sensíveis a eles e às suas necessidades.
Existem
algumas maneiras de se demonstrar isso: 1. Expressão Verbal
Esta é a
mais simples de todas mas não menos importante. Dizer aos nossos filhos que os
amamos é o mínimo que podemos fazer. Expressões como: "Eu amo você",
"você é muito importante para mim", "sou grato a Deus por tua
vida", "você é um presente de Deus para nós", são simples mas
produzem um resultado maravilhoso.
Todos
gostamos de saber que somos amados. Os que tem telefone, liguem especialmente
para os filhos, mande-lhes cartões e telegramas. Eles adorarão.
2. Gestos
Carinhosos
CURSO
FAMÍLIA DE DEUS 31 As palavras muitas vezes não conseguem expressar tudo. É
preciso gestos! Um afago, uma carícia, passar a mão pela cabeça, segurar com
carinho as mãos, beijar, carregar nos braços, carregar nas costas, rolar pelo
chão, correr juntos, brincar de pega-pega e esconde-esconde, podem ser
expressões mais fortes que as palavras. Juntas, produzem uma revolução de amor.
3.
Presentes Criativos
Nesta
época em que o consumismo e a moda nos levam a comprar brinquedos
industrializados, diminuiu muito a criatividade dos pais. Presentes criativos,
feitos pelos próprios pais (carrinhos de sucata, pipas, barracas, aviões,
cavalinhos, etc…) têm um valor muito maior. As crianças são sensíveis a isso.
Também é
necessário que os pais saibam ensinar o valor de cada presente. Eles devem ter
um significado pessoal. Hoje em dia se dá presentes em épocas determinadas e
não por significados pessoais. Temos que presentear nossos filhos com coisas
simples, porém significativas. Cuidado para não trocar carinho por presentes
caros. O carinho é insubstituível!
4.
Valorizar Suas Idéias e Coisas
Ouvir os
filhos: suas idéias e ideais. Interessar-se pelo que eles se interessam. Buscar
suas opiniões e sugestões. Dar oportunidade para que eles se expressem e
participem das decisões. Tudo isso são formas de dizer: "O que vocês são e
dizem são importantes para nós".
Respeitando
seus gostos e desejos e, levando-os a alcançarem seus alvos, ajudaremos na
formação da auto-estima deles. Nossos filhos precisam saber que são capazes e
aceitos, respeitados como indivíduos.
Amar =
Exemplo + Instrução + Disciplina + Carinho
QUESTIONÁRIO
– LIÇÃO 8
Meditação
e Estudo
1. Até
que ponto Deus responsabiliza os pais pela próxima geração? 2. Que diferença as
Escrituras assinalam entre a formação dos filhos de Abarão e dos filhos do
sacerdote Eli? 3. Com respeito a natureza humana que está toda torcida, o que
nos ensina a própria experiência como pais? 4. Converse sobre a importância de
cada uma das áreas que merecem mais atenção dos pais. 5. Compartilhe
experiências pessoais no exercício da responsabilidade dos pais. Anote os erros
cometidos e as lições aprendidas.
CURSO
FAMÍLIA DE DEUS 32 LIÇÃO 9- RELACIONAMENTO COM FILHOS
A
adolescência é uma etapa de muitas mudanças, tanto no corpo como na mente. É
nessa época que o jovem começa a descobrir a sua independência. Isto demonstra
seu progresso rumo à maturidade. Mas nessa época, começam os conflitos de
rebelião contra todo tipo de autoridade, sobretudo a dos pais.
Salomão
aconselha os pais de adolescentes que orientem a seus filhos sobre a vaidade da
adolescência e juventude. Para que cuidem do coração e dos olhos, pois deverão
prestar contas a Deus acerca das decisões que tomam. Também sobre as
conseqüências que essas decisões acarretam. Aconselha aos jovens para que
lembrem-se de Deus na juventude, ao invés de desenvolver a vida em vaidade (Ec
1.9 - 12.1).
I. Como é
a Adolescência?
Dos 12
aos 16 anos, o adolescente começa a descobrir a sua própria identidade. Adquire
uma consciência de si mesmo e do sexo oposto. Tem noção das diferenças sociais.
As amizades são mais duradouras. Valorizam a lealdade e a confiabilidade. Há um
maior desenvolvimento da independência. Os filhos desta idade precisam
estabilidade em seu lar e muita paciência e compreensão por parte de seus pais.
A partir
dos 17 anos, o jovem continua debaixo do cuidado paternal, mas leva uma vida
mais independente. Estes podem ser anos de grande companheirismo com os pais
ou, de maior distanciamento. Os pais têm que saber "soltar as rédeas"
aos poucos e confiar na formação que deu a seus filhos durante os anos
anteriores. Esta etapa pode ser de profunda relação com Deus mas, justamente
por ser assim, deve ser orientada pelos pais.
É
indispensável, nessa fase, haver uma boa comunicação entre pais e filhos. É um
tempo de idealismo, ilusões, sonhos e fantasias. O jovem precisa de modelos
dignos, e com alvos definidos para a vida. É um tempo para fixar metas,
estabelecer relações e determinar o nível de compromisso onde irá desenvolver
sua vida:
I. Metas
a Serem Estabelecidas
Os pais
devem levar seus filhos a:
a. No
lar. Assumir responsabilidade pessoal quanto ao uso do tempo, nas tarefas
domésticas, no cuidado e conservação da propriedade familiar. Bem como,
desenvolver bons hábitos e estabelecer uma forma correta de relacionamento com
os demais membros da família. b. Na escola. Dedicar-se aos estudos, fazendo o
melhor possível para aprender controlar-se e vencer o desânimo que leva muitos
a abandonar os estudos. Ter em mente que está se preparando para o futuro. c.
No trabalho. Aprender a cuidar dos interesses do patrão e que seja diligente,
esforçado e cumpridor. Bem como, a ser pontual, honesto, disposto e manter uma
atitude correta para com os colegas de trabalho. d. Na Igreja. Aprender a
respeitar os líderes e aos demais irmãos, identificando-se claramente com eles.
Participar de todos os eventos e cooperar com o avanço do Reino de Deus. E,
acima de tudo, criar uma profunda relação com Deus. e. Na sociedade. Respeitar
as autoridades e as leis, e cultivar uma boa atitude para com elas. Escolher
suas amizades com cuidado.
CURSO
FAMÍLIA DE DEUS 3 I. Disciplina dos Filhos Adolescentes
Um dos
piores sentimentos que um adolescente pode sentir é a culpa causada pela
desobediência. Isto é produzido pela ação do Espírito Santo (João 16.8). A
culpa produz dor na alma, mas a disciplina e o castigo o liberta dela.
Por esta
razão, o adolescente espera e necessita ser disciplinado quando desobedece. Faz
parte da ordem de Deus na formação dos filhos. A disciplina e o castigo educam
e reforçam a vontade. Ajudam o jovem a afirmar sua consciência e a atuar com
resolução diante das pressões e influências externas. São duas as influências
sobre os adolescentes: o satânico (todas as formas mundanas de pressão) e o
divino. Diante delas, ele terá que decidir.
"O
temor do Senhor é o princípio da sabedoria" Sl 1.10.
Os filhos
devem saber que a desobediência sempre será castigada segundo o que Deus
determinou. Se os filhos não forem disciplinados, Deus disciplinará os pais
(1Sm 3.13- 14).
a. O Uso
da Vara. Este é o método estabelecido pelo Senhor. Até uma determinada idade é
plenamente eficaz e suficiente, podendo ser usada em casos graves ou
repetitivos. Seguir o padrão ensinado no Capítulo 8. Entretanto, com filhos que
nunca foram disciplinados anteriormente, as opções abaixo são mais adequadas.
Deve-se, no entanto, buscar orientações dos mais experientes. b. Admoestação
Verbal Somente. Não é gritar ou "jogar na cara" o erro do
adolescente. Mas levá-lo a entender a gravidade do seu erro. Pode ser um sólido
conselho até uma dura repreensão. Apele para a razão e para a sua própria
autoestima. c. Admoestação Com Privação de Algo que Lhe Agrade tem como
objetivo provocar dor. A privação deve estar relacionada com o mal que o filho
tenha cometido. CUIDADO: Não cortar algo que envolva sua formação intelectual
ou espiritual (ex.: proibir de ir ao colégio ou de ir aos compromissos da
igreja). Bem como não obrigar a fazer um trabalho para não incutir que trabalho
é castigo.
I.
Orientações Práticas a. Depender do Espírito Santo em Tudo (Jo 16:13). b.
Buscar de Deus Sabedoria. (Tg 1:5-6). É importante anotar que um filho sábio
será, em grande parte, resultado de ter tido um pai e/ou mãe sábio.
"Produzir
um filho prudente e sábio vale mil vezes mais que um filho simplesmente dócil
por estar subjugado pela força paterna" (Keith Bentson).
c. Nunca
Perder a Comunicação com os Filhos. Falar a verdade em amor (Ef 4:25).
Conversar
com eles. Deve-se escutar os filhos com calma, atenção e compreensão e juntos
buscarem as soluções. Responda sempre a todas as perguntas sem meias verdades.
Sendo sempre sinceros para que eles aprendam a sinceridade. d. Amizade Sincera.
Serem realmente amigos dos filhos. A comunicação, a educação e o relacionamento
será bem mais proveitoso dentro de uma amizade sincera e. Respeitar Sempre as
Áreas Mais Sensíveis do Adolescente:
o Sua
Aparência. Animá-los constantemente, pois todos já passaram por isso.
Mas,
cuidado, não usar de falsos elogios. o Seus Gostos e Opiniões (roupas, modas,
comportamento), nada se refere a pecado ou aparência do mal, só gostos e
opiniões.
CURSO
FAMÍLIA DE DEUS 34 a. Elogiar Sempre, Criticar Só Quando Realmente For
Indispensável. Quando os filhos atuarem bem, deve-se elogiar e estimulá-los.
Felicitá-los por seu esforço e pelos seus resultados alcançados, isso os
animará a prosseguirem. b. Ser Fiel aos Filhos. Em se tratando de adolescentes
ainda mais. Não se deve contar o que foi revelado no íntimo. É importante não
expor a intimidade, os sentimentos, as paixões e opiniões, só quando permitido
por eles. c. Colocar Alvos e Metas (Sl 127:3-5). Como os adolescentes estão
muito preocupados em viver o presente, em sentirem-se participantes, não sabem
colocar metas de longo prazo. Isto cabe aos pais. É necessário tratá-los em
áreas específicas da sua vida: no lar, na escola, na Igreja e na vida social.
Deve-se tratar uma área de cada vez. d. Colocar Desafios: Mostrar diversas
profissões, diversas atividades, prepará-los para a vida. Eles são como flechas
nas mãos dos guerreiros (pais). A responsabilidade de dar a direção é dos pais
e não deles. Todavia sempre respeitando seus gostos. Desafiem os adolescentes
para:
o
Pregação da palavra; o Ser e fazer discípulos na escola; o A influenciar a
outros e não serem influenciados; o Boas músicas; o Boas leituras.
a. Ser
Exemplo de conduta aos filhos. Eles tendem a ser como seus pais, mesmo quando
resistem a eles. b. Aplicar a Disciplina com Firmeza e de forma razoável, mesmo
que ameaçam a sair do lar. Os pais não podem permitir que a rebelião destrua a
integridade do lar. Se admitir a atitude rebelde do filho em casa, perderá o
controle e a autoridade. c. Confiar em Deus. O Senhor é fiel.
I.
Conclusão
A criação
dos filhos implica numa enorme responsabilidade. Muitas vezes vai além da
capacidade natural dos pais para fazê-la. Mas, se esta tarefa é aceita com fé e
na dependência de Deus, encontraremos graça do Senhor para realizá-la.
Sempre
deve ser lembrado que criar filhos é para Deus. Criá-los para que sejam
participantes responsáveis em sua grande família. Assim os pais desempenharão
sua tarefa com eficiência e fé, contando com a presença e bênção do Senhor.
QUESTIONÁRIO
– LIÇÃO 9
Meditação
e Estudo
1. Que
elementos importantes ajudam o jovem a descobrir sua própria identidade? 2. Que
medidas práticas e efetivas devem tomar os pais para aplicar a disciplina? 3. O
que os pais devem fazer quando tomam consciência que se equivocaram no trato
com seus filhos adolescentes? 4. O que os pais podem fazer para promover em
seus filhos adolescentes um maior interesse nas coisa de Deus?
CURSO
FAMÍLIA DE DEUS 35 LIÇÃO 10 - COMPORTAMENTO DOS FILHOS
A Bíblia
tem instruções para todas as áreas da vida familiar. Instrui aos pais como
devem se comportar com seus filhos, e aos filhos como obedecer aos pais. Neste
capítulo vamos considerar o que Deus espera dos filhos em relação aos seus pais
(Pv 10.1; 15.20; 17.25).
O jovem
tem duas atitudes para obedecer aos pais: ou por princípio e amor, ou por
necessidade.
A atitude
correta nasce do conhecimento de Deus e da direção do Espírito Santo. Por outro
lado, a atitude de necessidade leva o jovem a desprezar os conselhos dos pais e
se rebelar contra sua autoridade. O apóstolo Paulo escreveu a Timóteo acerca
desse tema e disse que nos últimos dias o diabo induziria os filhos à
desobediência aos pais (1Tm 3.2). Hoje é comum essa franca rebeldia às
autoridades.
A maneira
como os jovens pensam e atuam, tem muito a ver com a influência deste mundo.
Mas Deus quer reverter essa situação na vida familiar de Seu povo. Os jovens
devem conhecer seu papel como filho dentro do propósito de Deus para a família.
I.
Direitos e Privilégios
Enquanto
o filho estiver debaixo do cuidado paterno, ele desfrutará de benefícios e
privilégios. Alguns são obrigatórios, ou seja, seus pais não podem deixar de
providenciar. Outros, entretanto, são outorgados aos filhos por uma atitude de
amor, carinho e graça dos pais.
Na
verdade, os filhos recebem muito mais do que realmente necessitam. Entretanto,
muitos filhos não sabem reconhecer a diferença que existe nisso. Os pais tem a
obrigação de prover alimento, roupa, educação e residência enquanto os filhos
não possam conseguir isso por si mesmos. Tudo o que vai além disso, é
privilégio.
Seria
muito bom que os filhos sustentados por seus pais depois dos 18 anos de idade,
e ajudados a cursar universidade ou qualquer outro curso, soubessem reconhecer
e agradecer-lhes pelo favor recebido. Quando isso ocorre, trás grande alegria e
satisfação aos pais.
Esta é
uma atitude sábia: reconhecer e valorizar os benefícios recebidos dos pais,
quer sejam por direito ou por privilégio.
I.
Responsabilidades A. Obediência e Submissão (Ef 6.1; Cl 3.20; Lv 19.3)
A
obediência aos pais não é opcional, porque é um mandamento do Senhor. Deve
haver submissão voluntária.
Submissão
é um ato da própria vontade através da qual nos sujeitamos ao governo de outra
pessoa. Não é humilhação nem rebaixamento. Não é uma desvalorização própria,
mas sim o reconhecimento da autoridade de alguém, considerando uma maior
capacidade para conduzir ou guiar sua vida. Naturalmente, a sabedoria e
experiência dos pais é superior a dos filhos.
CURSO
FAMÍLIA DE DEUS 36 Deus declara que é justo os filhos obedecerem seus pais (Ef
6.1) e por isso, é agradável a Ele (Cl 3.20). Jesus, quando jovem, foi
obediente e submisso aos pais. Ele é o nosso exemplo (Lc 2.51).
A
rebeldia e insubmissão tem origem no coração de Satanás, portanto, nada de bom
pode produzir. Diante de Deus, a rebeldia é uma falta grave porque conduz a uma
degradação do caminho e leva o jovem a uma vida de pecado (Dt 21.18-21).
A vontade
de Deus é que os filhos tenham uma alta estima pela sabedoria e experiência de
seus pais. Devem considerar que a sabedoria não se adquire na escola, mas sim
num longo aprendizado da vida. A experiência de errar e acertar, meditar e
avaliar, ganhar e perder vão formando uma base para conduzir outros na vida.
Quando os
filhos apreciam seus pais, é fácil respeitá-los e honrá-los. O respeito brota
de uma atitude interior de reconhecimento e apreço pela função dos pais. Esse
respeito se manifesta pelo trato cordial, amável, cuidadoso. O contrário, ou
seja, faltar de respeito se manifesta por gestos e palavrões, prepotência,
altivez e desprezo. Isto é muito comum no mundo. Ao se converter, o jovem terá
que aprender como tratar seus pais. Será como que remar contra a correnteza
deste mundo e não se deixar influenciar pelos exemplos negativos tão abundantes
hoje em dia.
Muitos
pais, quando atingem uma idade avançada, são abandonados e considerados como
algo pesado. Sobretudo quando ficam enfermos e precisam de cuidados especiais.
São deixados de lado, ignorados e muitos são levados aos asilos para que morram.
Isso é fruto da rebelião e do menosprezo.
Honrar os
pais é o primeiro mandamento com promessa. Quem o fizer, pode ter a segurança
de que será próspero e terá longa vida (1Tm 5.4,8; Lv 19.32).
Honrar é
um ato de amor, por exemplo: dizer a eles o quanto são importantes, falar deles
a outros, presenteá-los fora das datas especiais, passar tempo com eles e
conversar sobre o que eles gostam, etc.
C. Amor e
Amizade
É preciso
desenvolver um relacionamento afetuoso entre pais e filhos, expressando o amor
em gestos e palavras. É bom para um pai receber expressões de amor por parte de
um filho. Muitas vezes os filhos deixam passar oportunidades para demonstrarem
seu afeto e carinho. Uma palavra, uma flor, um beijo, um gesto, um cartãozinho,
um chocolate, são meios sensíveis de transmitir amor, gratidão e apreço.
Para que
se crie amizade, é necessário que os filhos se determinem a se aproximarem de
seus pais. Criem situações em que possam estar juntos para desenvolver
companheirismo e amizade.
O tempo
do jovem em casa é muito curto. Portanto, o jovem discípulo deve aproveitar
esses anos da juventude para firmar bem a sua amizade com seus pais.
CURSO
FAMÍLIA DE DEUS 37 D. Obrigações Específicas
1. Nas Tarefas
Domésticas
Desde
pequenos, os filhos são orientados a assumirem obrigações específicas. Por isso
é necessário que os filhos atentem para as orientações dos pais, e façam
exatamente o que eles pedem. Com o tempo, essas obrigações devem a ser mais voluntárias.
É
agradável aos pais que os filhos façam mais do que se espera deles. Não só a
deixar o quarto arrumado como também ajudar no trabalho da mãe. Há muitas
maneiras de fazê-lo, como por exemplo: ajudar a lavar a roupa, limpar a casa,
fazer compras, e até mesmo ajudar na cozinha. Numa emergência em que ela não
possa fazê-lo, os filhos não sentirão dificuldade em substituí-la.
O
importante é que assumam essas obrigações com responsabilidade e atenção. Devem
saber que não estão fazendo isso por favor a sua mãe ou pai, mas sim por terem
a responsabilidade de compartilhar do trabalho doméstico.
Quando os
filhos são pequenos, a mãe faz tudo. Mas é uma injustiça permitir que ela
continue a fazer tudo. Os filhos podem e devem assumir a responsabilidade de
tarefas comuns no lar.
Todo
trabalho deve ser realizado com esmero, dedicação e da melhor forma possível,
não razoavelmente. É nesta etapa da vida que se adquire hábitos de trabalho.
Quem se acomoda com desorganização e desordem, se acostuma a este estilo de
vida e depois é difícil mudar. Em tudo deve-se buscar a excelência.
2. Nos
Estudos
O estudo
é o trabalho fundamental dos filhos, portanto devem fazê-lo com esmero. Devem
dedicar tempo e esforço suficientes não para concluir estágios, mas sim para aprender
bem a matéria.
A linha
de pensamento corrente entre a maioria dos jovens é fazer o mínimo necessário
para passar de ano. Isso é mediocridade. O jovem deve se esforçar para atingir
o máximo de sua capacidade e extrair tudo o que for possível do conhecimento.
É preciso
que todo jovem se capacite intelectualmente e em trabalhos manuais, a fim de
ser apto para desempenhar qualquer atividade diante de qualquer necessidade.
3. No
Trabalho
Muito
embora alguns jovens fiquem debaixo do cuidado dos pais até terminarem seus
estudos, é necessário que os rapazes e as moças comecem a trabalhar desde cedo.
Ainda que sejam algumas horas por dia e que aprendam a ganhar algum sustento.
Se conseguirem suprir seus próprios gastos, será de grande ajuda aos pais e trarão
um sentido de dignidade e auto-estima. O trabalho traz maturidade.
I. A
Relação Entre os Irmãos
CURSO
FAMÍLIA DE DEUS 38 A boa relação entre os irmãos é uma das maiores riquezas que
a família pode ter.
Fortalecem
os laços familiares e desenvolve vínculos de amizade que perduram por toda a
vida. Por isso é importante que os irmãos procurem conviver onde o bom trato
seja a nota dominante.
Há
atitudes e condutas que contribuem para isso:
A. O que
Destroi
A
indiferença e o isolamento são atitudes que dificultam o bom relacionamento.
Quando alguém se fecha em si mesma, automaticamente deixa outros de fora. Fora
de seus pensamentos, de seus interesses e de suas emoções. Quem se isola não
pode compartilhar nem as alegrias nem as tristezas de seu semelhante. O
resultado é que se torna egocêntrico e individualista.
Deus nos
tem chamado para vivermos em família e com necessidades da presença, contato e
afeto dos demais. O isolamento obedece as maquinações de Satanás cujo objetivo
é a destruição da família. Deus quer restaurar nossa sensibilidade para com o
outro. Assim, é preciso quebrar a barreira da indiferença e sair ao seu
encontro.
Devemos
fugir das pelejas, dos gritos e ofensas. Essas coisas provocam o ressentimento
nas relações. Precisamos evitar a todo custo as divisões dentro da família (Tg
3.2-10).
B. O que
Edifica
O
tratamento afetuoso ao expressarmos o amor que sentimos uns pelos outros.
Também depende de como damos lugar ao companheirismo e a comunhão espiritual. A
presença do Senhor em nossos relacionamento produzirá mudança, profundidade e
enriquecimento dessa relação. Assim se cria um ambiente onde pode ser praticado
o perdão e a restauração de comunhão, caso ocorra algum conflito.
Os irmãos
devem ser amigos e ajudarem-se mutuamente. Devem demonstrar o genuíno interesse
um pelo outro e jamais trair ou defraudar a confiança.
C.
Relação com Pais Incrédulos
Dentro
deste aspecto destacamos dois pontos básicos: 1. A Sujeição
A
sujeição que o filho deve a seus pais incrédulos é a mesma daquele que tem pai
convertido. A única exceção é quando o pai ou a mãe exige que seus filhos
pratiquem aquilo que vá contra as orientações de Deus. Nesse caso é importante
consultar seus líderes e avaliar se realmente a exigência dos pais esta ou não
contra a palavra de Deus.
Muitos
jovens tomam essa exceção com a atitude de não serem obedientes naquilo em que
devem ser. Por isso é necessário que os irmãos que o aconselham sejam maduros e
responsáveis.
CURSO
FAMÍLIA DE DEUS 39 2. O Testemunho
Os pais
recebem um maior impacto pela vida transformada de seus filhos do que por suas
palavras. Por isso é importante que o filho viva de conformidade e obediência a
cada palavra do Evangelho do Reino. Uma vida santa, sensível, comprometida e
humilde é a maior pregação que uma pai incrédulo pode receber.
QUESTIONÁRIO
– LIÇÃO 10
Meditação
e Estudo
1. Quais
são as coisas que um pai está obrigado a prover? Que atitude um filho deve
mostrar ao receber mais do que isso? 2. Como se define a submissão e obediência
que os filhos devem a seus pais? 3. Que significa honrar aos pais? Por que Deus
exige isso de todos os filhos? 4. Como criar a amizade e uma relação mais
afetuosa entre pais e filhos? O que os filhos podem fazer? O que os pais podem
fazer? 5. Quais são as atitudes que os filhos devem desenvolver para o trabalho
e o estudo? Enumere algumas medidas práticas para melhorar um má atitude.
CURSO
FAMÍLIA DE DEUS 40 LIÇÃO 1- A PRESENÇA DE CRISTO NO LAR
Um lar
cristão é o lugar onde a presença de Cristo é a característica mais forte e a
principal atração. Cada membro da família tem consciência de Sua presença,
governo e orientação.
Tudo o
que falamos nos capítulos anteriores são importantes para colocar em ordem a
família, mas não é o suficiente. O que faz com que a família seja dinâmica,
vital e espiritual é a presença de Cristo agindo em nosso interior,
transformando-nos à sua semelhança.
"Se
o Senhor não edificar a casa, em vão trabalham os que a edificam; se o Senhor
não guardar a cidade, em vão vigia a sentinela" Sl 127.1.
Tal como
expressa o salmista, sem a presença de Cristo no lar, todas as ações,
aspirações e esperanças se frustram. Como podemos ter a presença de Deus no lar
diariamente? Qual é a nossa responsabilidade para que isso ocorra?
I. Os
Pais São Os Sacerdotes Do Lar
Antes de
Deus estabelecer uma ordem sacerdotal em Israel, os pais atuavam como
sacerdotes de seu lar. Notemos alguns exemplos:
A função
específica do sacerdote é vincular Deus com os homens. Os pais (marido e
mulher) tem uma responsabilidade sacerdotal diante de seus filhos. Deus os
comissionou para formá-los e criá-los, a fim de que sejam integrados na grande
família de Deus. Também devem interceder por eles diante do Senhor, comunicar
as instruções da parte de Deus, ser o exemplo de conduta e orientar a respeito
do culto que devemos prestar ao Senhor.
Todo esse
ministério se fundamenta na pessoa e obra de Jesus Cristo, a quem os pais se
sujeitam e em nome de quem ministram (Gn 18.17-19; Ef 6.4; Nm 30; Lc 2.21-38).
I. JESUS
CRISTO: Uma Realidade Gloriosa na Vida Familiar
Esta
realidade se alcança quando a presença de Cristo é notória na vida dos pais.
Entretanto, Deus quer se revelar de uma forma pessoal e íntima a cada membro da
família.
As
crianças tem uma grande capacidade para perceber a presença de Deus, crer e
confiar nele. Encontram-se nas escrituras muitos exemplos disso:
a. Samuel
conheceu a Deus quando pequeno (1Sm 3); b. Davi foi testemunha da presença de
Deus em sua infância (Sl 2.9,10); c. Timóteo foi instruído na fé e no
conhecimento de Deus por sua mãe e avó desde a infância (2Tm 3.15); d. Jesus
exorta para não subestimar a fé de uma criança (Mt 18.6).
O Senhor
usa as orações e os testemunhos (especialmente dos pais) para conduzir outros
membros da família à fé (Ver o caso da mulher samaritana – Jo 4.39-42).
Observar alguns casos bíblicos em que a fé dos pais envolveu o resto da
família:
CURSO
FAMÍLIA DE DEUS 41 • Cornélio (At 1.12-15);
•
Carcereiro de Filipos (At 16.30-34).
Existem
dois indicadores claros na vida familiar que evidenciam a presença de Cristo:
a. O bom
uso do tempo. Dedicar-se diariamente para orar, ler e meditar na palavra,
conversar com a família sobre os interesses do Senhor e o discipulado, indicam
que a família reconhece a gloriosa presença de Cristo. b. O bom uso do dinheiro
e de todos os bens materiais da família, mostra que ela reconhece Deus como o
provedor e dono de tudo. A generosidade é a maior evidência disso. Todos devem
ser ensinados quanto a ser generosos e a repartir com outros suas necessidades.
Os filhos imitam naturalmente a seus pais. Por isso devem eles ser o exemplo
prático de tudo o que Deus espera deles.
I. Como
Apresentar Jesus Cristo a Nossos Filhos
É
imprescindível viver diante de nossos filhos em total integridade, buscando a
presença e direção do Senhor em toda situação. Seja em momentos de tensão ou
tranqüilidade, de alegria ou dificuldade, tanto nas boas como nas más. Há
certos elementos que devem ser levados em conta:
O
fundamento do sacerdócio dos pais é o amor e a devoção a Deus. Se os pais
querem que seus filhos amem a Deus e o sigam, devem antes dar o exemplo. Esse
amor e devoção estão expressos num vida de oração e dependência de Deus. Sua fé
será conhecida pela maneira como vive. Caso contrário, será notória a
hipocrisia.
Na medida
em que os filhos crescem, deve-se comunicar lhes a palavra de Deus. Eles devem
amá-la, obedecê-la com reverência e apreciá-la como o maior valor que eles
possuem. Para isso, deve-se usar tudo o que for possível: ler e contar
histórias das sagradas escrituras para os filhos, fazer referências a ela,
cantar porções da palavra, memorizar e citar textos.
C.
Representações Simbólicas – Js 4.20-24
Os
quadros, fotos, textos, mapas, desenhos e demais expressões gráficas que
adornam a casa, e especialmente o dormitório dos filhos, exercem muita
influência sobre seus pensamentos e desenvolvimento espiritual.
D. Música
– Cl 3.16
É
extraordinária a influência que a música exerce sobre o ser humano! O Senhor
deseja que seus filhos o louve e o adore com cânticos e hinos espirituais.
Cantar a palavra é uma forma não só de louvar mas de memorizar e proclamar as
verdades do Senhor. Por isso é bom que o papai e a mamãe contem para seus
filhos desde o nascimento e que essa prática sempre esteja presente na vida da
família.
CURSO
FAMÍLIA DE DEUS 42 E. Nossa Bênção – Mc 10.13-16
A
imposição de mãos e a oração abençoam, protegem, liberam, acalmam e saram a
nossos filhos. Em virtude da autoridade paterna (e materna) e do nome do Senhor
Jesus Cristo invocado sobre eles, a família é abençoada. É uma viva e poderosa
expressão de nosso sacerdócio como pais.
I.
Discipulado da Família
Longe de
tornar algo mecânico e frio, o discipulado da família é uma oportunidade
grandiosa de poder demonstrar a presença de Jesus no lar. Dentre muitas coisas,
sugere-se algumas que podem fazer parte desse ministério sacerdotal na família.
a.
Leitura da palavra. Buscando sempre aplicar a palavra ao momento em que vive a
família, quer seja de alegria ou de tristeza, de prosperidade ou de
dificuldade, etc. E que seja sempre inspirativo, ou seja, aplicado com fé e
ardor. Nunca como algo enfadonho. Para a crianças pequenas, sugere-se a leitura
própria para a idade, com figuras e ilustrações. b. Memorização de Textos
Bíblicos. O melhor é acompanhar o que a igreja já pratica, usando a catequese
das apostilas. Entretanto, textos que estejam relacionados a vida familiar
também podem ser repetidos e memorizados. c. Testemunhos e Transparência. Este
é algo bom de se fazer. Abre-se um espaço para comunhão onde todos podem se
inteirar das necessidades uns dos outros e poder cooperar em conselhos e
sugestões. d. Oração. Este é um bom momento para ensinar pelo exemplo. Orações
com objetivos específicos ajudam a ordenar a vida de oração. Que a família
tenha uma lista comum de oração e que todos orem. É uma boa oportunidade para
ensinar sobre ter fé e depender de Deus.
I.
Testemunho do Lar: Uma Luz Entre os Vizinhos
A
presença de Jesus Cristo na vida cotidiana da família é o melhor testemunho que
se pode dar do lar. Esta característica se constitue numa grande atração para
os vizinhos que, ao verem a vida que levam, desejarão conhecer o Senhor da
família. A presença de Jesus na família faz a diferença entre o amor e a
discórdia, entre a obediência e a rebelião, entre a ordem e a confusão, entre a
disciplina e a desordem. É o mesmo que dizer: o reino de Deus é um reino de
amor e poder.
Todos os
membros da família devem manter sua disposição de compartilhar o amor com seus
vizinhos e estar atentos às situações especiais quando se permite uma expressão
maior de amor e de serviço.
Deste
modo se estendeu a Igreja no começo e, da mesma maneira, deve-se estender
melhor em nossos dias.
QUESTIONÁRIO
– LIÇÃO 1
Meditação
e Estudo
1. Quais
são as características principais de um lar que goza a presença de Cristo? 2.
De que maneira podem os pais exercer um sacerdócio espiritual no lar?
CURSO
FAMÍLIA DE DEUS 43 3 . Como Deus é revelado aos meninos e meninas em um lar
cristão? (Conversar sobre a importância dos distintos elementos que servem para
apresentar aos filhos a realidade de Jesus Cristo).
Pr. Washington Albernaz
gostei mt edecidi postar aqui.
Fim
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